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Aquífero Guarani: Onde Captar, Profundidade e Custo de Poço (Guia 2026)

  • Foto do escritor: Chert Bobsin
    Chert Bobsin
  • 17 de mai.
  • 3 min de leitura

O Aquífero Guarani é a maior reserva de água subterrânea da América do Sul — 1,2 milhão de km² distribuídos sob Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. No Brasil, abrange 9 estados (RS, SC, PR, SP, MG, MT, MS, GO e parte do RJ), com profundidade variando de 50 a 1.500 metros e vazão típica de 10-300 m³/h. Este guia 2026 mostra onde está, como captar, custos de perfuração e particularidades por região.

O Que é o Aquífero Guarani

O Sistema Aquífero Guarani (SAG) é uma formação sedimentar arenítica do período Triássico-Jurássico (180-220 milhões de anos), composta principalmente pelos arenitos das Formações Pirambóia, Botucatu e Sanga do Cabral. A recarga ocorre nas áreas de afloramento (RS central, SP centro-oeste) via infiltração de chuvas.

É chamado também de Aquífero Botucatu em algumas regiões e Aquífero Misiones na Argentina. Volume total estimado: 45 mil km³ de água — equivalente a 5.000 anos de consumo do Brasil.

Onde Captar o Aquífero Guarani no Brasil

Rio Grande do Sul — Região Central e Fronteira

  • Cidades: Santa Maria, Uruguaiana, São Borja, Alegrete, Bagé, Caçapava

  • Profundidade típica: 80 a 400 metros

  • Vazão: 20 a 80 m³/h

  • Particularidade: alta temperatura (40-65°C) na Fronteira Oeste

Santa Catarina — Oeste

  • Cidades: Chapecó, São Miguel do Oeste, Joaçaba, Concórdia

  • Profundidade: 150 a 600 metros (abaixo do basalto)

  • Vazão: 30 a 150 m³/h

  • Atende grande parte da agroindústria suína e avícola

São Paulo — Centro e Interior

  • Cidades: Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Marília

  • Profundidade: 100 a 800 metros

  • Vazão: 50 a 300 m³/h (alta produtividade)

  • Uso principal: irrigação cana-de-açúcar, indústria, abastecimento público

Mato Grosso do Sul

  • Cidades: Campo Grande, Dourados, Ponta Porã

  • Profundidade: 200 a 1.000 metros

  • Vazão: 80 a 250 m³/h

Goiás — Sul

  • Cidades: Rio Verde, Jataí, Mineiros, Quirinópolis

  • Profundidade: 250 a 1.200 metros

  • Vazão: 80 a 300 m³/h

  • Uso intensivo em irrigação soja/milho

Quanto Custa Captar Água do Aquífero Guarani em 2026

O custo varia drasticamente conforme profundidade e tipo de rocha. Como o Guarani frequentemente está abaixo de camadas basálticas, a perfuração precisa atravessar basalto duro antes de chegar ao arenito.

  • Poço de 100m (Guarani aflorado, RS central/SP centro): R$ 30.000 a R$ 60.000

  • Poço de 250m (RS Fronteira, SC Oeste): R$ 80.000 a R$ 180.000

  • Poço de 500m (SP interior, MS): R$ 200.000 a R$ 400.000

  • Poço de 800m+ (GO sul, áreas confinadas): R$ 350.000 a R$ 700.000

  • Adicional: outorga, laudo geológico, teste bombeamento = R$ 4.000 a R$ 10.000

Qualidade da Água do Aquífero Guarani

Em geral, água de excelente qualidade — baixa turbidez, ausência de contaminação bacteriológica em poços bem construídos. Mas há particularidades por região:

  • Fluoreto elevado (até 5 mg/L) na Fronteira Oeste do RS — exige tratamento por osmose reversa para consumo

  • Temperatura alta (40-65°C) — exige resfriamento antes de uso doméstico ou industrial

  • Dureza elevada em algumas regiões — exige amaciamento para uso industrial

  • Sódio e bicarbonato altos em zonas profundas confinadas

  • Sulfato elevado em alguns pontos de SP

Quem Pode Captar Água do Guarani (Outorga)

A captação do Aquífero Guarani exige outorga em todos os estados, com regras específicas:

  • RS (SEMA-RS via SIOUT): outorga + relatório anual de monitoramento

  • SC (SAGESC): outorga + ART de geólogo + análise química

  • SP (SP Águas, ex-DAEE): mais restritivo, exige análise de impacto cumulativo na zona de afloramento

  • MG (IGAM): outorga + laudo + para captação >50 m³/dia, telemetria obrigatória

  • GO (SEMAD-GO): outorga + análise hidrogeológica regional

  • MS (IMAS-MS): outorga + ART

Vantagens de Captar do Aquífero Guarani

  • Vazão estável e alta (raramente seca)

  • Qualidade superior à água superficial

  • Independência de seca / racionamento

  • Custo por m³ baixíssimo após payback do poço

  • Valoriza propriedades rurais em até 30%

Desafios e Cuidados

  • Custo inicial alto (poços profundos)

  • Necessidade de estudo hidrogeológico prévio (Geólogo CREA)

  • Risco de furar e não atingir aquífero produtor — sondagem prévia obrigatória

  • Cuidado com superexplotação em áreas de recarga (afloramento)

  • Tratamento específico conforme parâmetros por região

Por que escolher a PAAS para captar do Aquífero Guarani

A PAAS já perfurou centenas de poços no Aquífero Guarani em 4 décadas, atendendo grandes propriedades rurais (soja, cana, leite), indústrias (Petrobras, Ypê, Cacau Show) e abastecimentos municipais. Geólogo Chert Bobsin (CREA-RS 204.398) faz o estudo hidrogeológico prévio, define profundidade ideal por região e conduz todo o processo de outorga.

Atendemos RS, SC, SP, MG, GO, MS e PR. Solicite estudo gratuito via WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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