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Monitoramento Hídrico e Laudo Hidrogeológico no RS: Guia Completo 2026

  • Foto do escritor: Chert Bobsin
    Chert Bobsin
  • 25 de abr.
  • 4 min de leitura

O laudo hidrogeológico e o monitoramento hídrico são dois instrumentos técnicos fundamentais para quem usa ou pretende usar água subterrânea no Rio Grande do Sul. O primeiro documenta as características do aquífero antes da perfuração; o segundo acompanha o comportamento do poço ao longo do tempo. Juntos, são exigidos pela legislação para outorga, licenciamento ambiental e manutenção de certas atividades industriais e agrícolas.

A PAAS — com geólogo Chert como responsável técnico — elabora laudos hidrogeológicos e planos de monitoramento hídrico em todo o RS, integrados ao processo de outorga junto à SEMA-RS. Para solicitar um laudo, fale pelo WhatsApp: (51) 99289-2188.

O que é o Laudo Hidrogeológico e Quando é Exigido

O laudo hidrogeológico é um documento técnico elaborado por geólogo habilitado (CREA) que descreve as condições geológicas e hídricas de um terreno. Ele é a base científica que justifica a perfuração de um poço artesiano e subsidia o pedido de outorga junto à SEMA-RS.

O laudo é exigido ou fortemente recomendado nos seguintes casos:

  • Processo de outorga junto à SEMA-RS para captación acima de 30 m³/dia

  • Licenciamento ambiental de empreendimentos com uso de água subterrânea (indústrias, agroinúdústrias, mineradoras)

  • Constatação de afundamento de terreno ou recalque que possa estar associado ao rebaixamento do lençol

  • Estudos de viabilidade para loteamentos em áreas sem rede de abastecimento público

  • Projetos de grandes sistemas de irrigação com multiple poços

  • Passivos ambientais que envolvam contaminação de aquíferos

O que Inclui um Laudo Hidrogeológico Completo

O laudo elaborado pela PAAS segue as normas da ABNT e as exigências da SEMA-RS e inclui:

  • Caracterização geológica regional: tipo de rocha, estruturas geológicas e histórico de perfurações vizinhas

  • Identificação do aquífero: unidade aquífera, profundidade esperada, tipo (livre, confinado, semiconfinado)

  • Estimativa de vazão: baseada nos dados do SIAGAS (CPRM) e poços cadastrados na região

  • Qualidade da água esperada: parâmetros físico-químicos típicos do aquífero local (ferro, manganeso, dureza, pH)

  • Recomendações técnicas: profundidade de perfuração, revestimento, construção do poço

  • Mapas e figuras: mapa geológico, perfil esquemático do poço proposto, localização dos poços cadastrados

  • ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do geólogo responsável

Monitoramento Hídrico: O que é e Quais Parâmetros Devem Ser Medidos

O monitoramento hídrico é o acompanhamento sistemático e documentado do comportamento do poço e do aquífero ao longo do tempo. Ele é exigido como condição da outorga para consumidores de maior porte e serve como prova de uso racional da água subterrânea perante o órgão ambiental.

Os parâmetros monitorados conforme a portaria de outorga da SEMA-RS incluem tipicamente:

  • Nível estático mensal (medido antes do início do bombeamento)

  • Nível dinâmico (medido durante o bombeamento, na vazão outorgada)

  • Volume extraído mensal (m³) — medido por horasímero ou medidor de vazão

  • Condutividade elétrica (indicador de variações na qualidade da água)

  • Análise físico-química completa anual (conforme Portaria GM/MS 888/2021)

Quanto Custa o Laudo Hidrogeológico no RS? Preços 2026

O valor do laudo hidrogeológico depende da complexidade do estudo, da finalidade (outorga simples, licenciamento ambiental ou estudo para empreendimento) e da região. Valores de referência da PAAS para 2026:

  • Laudo simplificado para outorga residencial ou rural (até 5 m³/h): R$ 800 a R$ 1.800 (geralmente incluído no pacote de perfuração da PAAS)

  • Laudo técnico completo para outorga industrial ou irrigação de grande porte (acima de 10 m³/h): R$ 2.500 a R$ 6.000

  • Estudo hidrogeológico para licenciamento ambiental (EIA/RIMA ou RCA): R$ 8.000 a R$ 25.000

  • Plano de monitoramento hídrico (elaboração do plano + primeiros 12 relatórios mensais): R$ 3.500 a R$ 8.000

  • Relatório anual de monitoramento para renovação de outorga: R$ 1.200 a R$ 3.000

Perguntas Frequentes sobre Laudo Hidrogeológico e Monitoramento Hídrico

Preciso de laudo hidrogeológico para furar um poço?

Para poços de uso doméstico dentro dos limites de isenção da outorga (até 30 m³/dia no RS), o laudo não é obrigatório pela legislação, mas é altamente recomendável. Para poços com uso comercial, industrial ou de irrigação acima do limite de isenção, o laudo é parte da documentação exigida pela SEMA-RS.

Qualquer geólogo pode elaborar o laudo?

O laudo hidrogeológico deve ser assinado por geólogo com registro ativo no CREA-RS e ART específica para a atividade. A PAAS tem o geólogo Chert como responsável técnico em todos os laudos emitidos desde 1985 — garantindo continuidade e confiabilidade histórica nos dados.

Quanto tempo leva para elaborar o laudo?

Para laudos simplificados de outorga, o prazo é de 3 a 5 dias úteis após a visita técnica (que pode ser feita antes ou durante a perfuração). Para estudos hidrogeológicos completos de licenciamento ambiental, o prazo é de 15 a 30 dias.

O monitoramento mensal precisa ser feito por técnico ou posso fazer eu mesmo?

As medições mensais de nível e volume podem ser feitas pelo próprio usuário com treinamento adequado, usando equipamentos fornecidos pela PAAS. A consolidação dos dados e a elaboração do relatório anual devem ser feitas por profissional habilitado. O HidroPAAS automatiza esse processo completamente.

O que acontece se eu não fizer o monitoramento exigido na outorga?

O descumprimento das condições de monitoramento da outorga pode resultar em cancelamento da outorga, multas administrativas da SEMA-RS (de R$ 13.000 a R$ 2 milhões conforme a Lei Estadual 10.350/94) e obrigação de parar de usar o poço até regularização.

O laudo serve para mais de um poço no mesmo terreno?

Sim. Quando múltiplos poços são perfurados no mesmo terreno ou propriedade rural, um único laudo hidrogeológico pode cobrir todos eles, desde que contemplem a mesma unidade aquífera e estejam dentro da área estudada. Isso reduz o custo global do processo de outorga.

Conclusão

O laudo hidrogeológico e o monitoramento hídrico não são apenas exigências burocráticas: são instrumentos de gestão hídrica que protegem o investimento do proprietário do poço e garantem o uso sustentável do aquífero. Um laudo bem elaborado evita perfurações em locais inadequados; um monitoramento rigoroso detecta problemas antes que comprometam a produção.

Desde 1985, o geólogo Chert e a equipe da PAAS elaboram laudos hidrogeológicos e planos de monitoramento em todo o RS. Solicite um orçamento:

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