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Poço Artesiano de 80 Metros: Aquífero Basáltico, Custo e Regiões do RS

  • Foto do escritor: Chert Bobsin
    Chert Bobsin
  • 16 de abr.
  • 3 min de leitura

Um poço artesiano de 80 metros é uma das profundidades mais comuns na Serra Gaúcha, Nordeste e Vale do Rio Pardo do RS, onde o aquífero basáltico fraturado produz água a partir dos 60-80 metros. O custo total com instalação e outorga fica entre R$ 22.000 e R$ 40.000. A vazão esperada em aquífero basáltico bem fraturado é de 2 a 15 m³/h.

Onde poços de 80 metros são mais comuns no RS

Serra Gaúcha (Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Gramado, Canela, Farroupilha): aquífero basáltico fraturado com água nas disjunções e fraturas verticais entre 60 e 150 metros. Poços de 80 metros frequentemente já atingem uma ou mais fraturas produtoras. Vale do Rio Pardo e Vale do Caí (Santa Cruz do Sul, Montenegro, Lajeado): basalto com fraturas produtoras entre 50 e 100 metros. Nordeste do RS (Erechim, Getulió Vargas, Sananduva): basalto profundo, poços geralmente entre 80 e 180 metros.

Como o aquífero basáltico funciona a 80 metros

O basalto é uma rocha vulcânica impermeável por si só. A água é captada nas fraturas, disjunções e zonas de contato entre diferentes derrames. Em 80 metros, o poço frequentemente atravessa 1 a 3 zonas de contato entre derrames basálticos, cada uma potencialmente produtora. A vazão é muito variável: pode ser 0,5 m³/h (fratura pequena) ou 10+ m³/h (fratura principal). O geólogo usa os dados de poços vizinhos para estimar a probabilidade de boa vazão.

Custo de um poço artesiano de 80 metros no RS em 2026

Perfuração 80m em basalto (R$ 200-280/m): R$ 16.000 a R$ 22.400. Revestimento de PVC + filtros: R$ 2.500 a R$ 4.000. Desenvolvimento e teste: R$ 1.200 a R$ 2.500. Bomba submersa 1-2 cv + instalação: R$ 2.500 a R$ 5.000. Laudo técnico: R$ 800 a R$ 1.500. Outorga: R$ 2.500 a R$ 4.500. Total estimado: R$ 25.500 a R$ 39.900. Em basalto muito duro ou com perda de circulação, o custo pode ultrapassar R$ 45.000.

Por que a perfuração em basalto é mais cara do que em sedimento

Em basalto, a broca de perfuração avança 2 a 5 metros por hora, contra 10 a 15 metros por hora em sedimento arenoso. Além do maior desgaste da broca, o fluido de perfuração é mais consumido. Por isso, o custo por metro em basalto (R$ 200-280/m) é 80 a 150% maior do que em sedimento costeiro (R$ 110-150/m).

Perguntas frequentes sobre poço artesiano de 80 metros

80 metros é suficiente na Serra Gaúcha?

Na maioria das cidades da Serra Gaúcha, 80 metros já atinge uma ou mais fraturas produtoras. Em Caxias do Sul, poços de 80 a 120 metros são os mais comuns para uso residencial e industrial leve. Em Gramado e Canela, o basalto pode ser mais espesso e exigir 100 a 150 metros para vazão adequada.

Qual a vazão esperada em 80 metros de basalto?

A vazão em aquífero basáltico a 80 metros varia enormemente: de 0,5 m³/h (fratura pequena) a 15 m³/h (fratura principal bem desenvolvida). A média nos registros de poços da PAAS na Serra é de 3 a 8 m³/h, suficiente para uso residencial e pequenas indústrias.

E se o poço de 80 metros não encontrar água?

Em aquífero basáltico, há risco de não atingir uma fratura produtora a 80 metros. Nesse caso, a PAAS recomenda aprofundar até a próxima zona potencial (geralmente mais 20-40 metros) antes de desistir. O geólogo acompanha o registro de litologia durante a perfuração para indicar o momento certo de parar ou continuar.

A água de poço de 80 metros em basalto é boa para beber?

Água de aquífero basáltico geralmente tem pH entre 6,5 e 8,0, é bacteriologicamente limpa quando o poço tem cimentação sanitária adequada, mas pode ter ferro e manganês acima dos limites da Portaria GM/MS 888/2021. Análise laboratorial é obrigatória antes do consumo.

Quanto tempo demora perfurar 80 metros em basalto?

Em basalto típico da Serra Gaúcha, a perfuração de 80 metros leva 4 a 7 dias de trabalho no campo. Em basalto muito duro ou com zonas de perda de circulação, pode chegar a 10 dias.

A PAAS executa poços em aquífero basáltico em toda a Serra Gaúcha

Desde 1985, a PAAS perfura poços artesianos em basalto em toda a Serra Gaúcha, Vale do Rio Pardo e Nordeste do RS. Chert, geólogo com CREA-RS, avalia o potencial de cada terreno antes de iniciar a perfuração.

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