Quanto Custa um Acidente em Silo Para a Empresa

Nos casos citados aqui, a indenização por acidente em silo paga à família ficou entre R$ 250 mil e R$ 600 mil, e o dano moral coletivo, entre R$ 150 mil e R$ 250 mil. A conta pode incluir ressarcimento ao INSS, multa de até R$ 204.554,10 por infração e, como em Palotina/PR, acordo de 10 anos.

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Quanto a Justiça já mandou pagar por acidentes em silo?
Nos cinco casos com valor divulgado reunidos aqui, a conta foi de R$ 150 mil a R$ 600 mil por caso. Somados, chegam a R$ 1,75 milhão, sem contar ressarcimento ao INSS e multas.
Local | O que aconteceu | Valor | Natureza |
São Gabriel/RS | Morte na descarga do silo de uma beneficiadora de grãos; 16 autos de infração | R$ 600 mil, mais ressarcimento ao INSS | Acordo trabalhista e ação regressiva |
Aguaí/SP | Jovem de 18 anos soterrado em açúcar, sem equipamento de proteção | R$ 500 mil | Indenização aos pais |
Sapezal/MT | Trabalhador morreu submerso em farelo de milho, em espaço confinado sem bloqueio e sem supervisão | R$ 250 mil | Dano moral coletivo |
Lagoa da Confusão/TO | Queda de 19 m no elevador do silo | R$ 250 mil | Indenização ao filho |
São Luís/MA | Queda e soterramento durante a limpeza de silo de cimento | R$ 150 mil | Dano moral coletivo |
Palotina/PR | Explosão em complexo de silos em 26/07/2023, com 10 mortos | Valor não divulgado | Acordo com o MPT com prazo de 10 anos |
Fontes: AGU, em notícia do Ponto na Curva (São Gabriel); TST (caso de Aguaí); CSJT (Sapezal); TRT4 (Lagoa da Confusão); TST (caso de São Luís); MPT-PR (Palotina).

Dano moral coletivo é a condenação pelo dano causado à coletividade de trabalhadores, e não só à família da vítima. Por isso, ele pode ser cobrado além da indenização individual. Os valores dependem de cada caso e de cada decisão judicial: servem como referência de ordem de grandeza, não como tabela.
O que é a ação regressiva do INSS e por que ela pesa?
Ação regressiva é o processo em que o INSS cobra da empresa o benefício que pagou por causa do acidente. Ela está no art. 120, I, da Lei 8.213/1991 e é usada quando o acidente decorre de descumprimento das normas de segurança.
Em São Gabriel/RS, a empresa já tinha pago R$ 600 mil à família em acordo trabalhista. Mesmo assim, o TRF4 manteve a condenação para ressarcir ao INSS a pensão por morte, segundo a AGU, em notícia reproduzida pelo Ponto na Curva. O valor do ressarcimento não foi divulgado.
Para a empresa, o recado é que o acordo com a família pode não fechar a conta: nesse caso, a mesma morte gerou acordo trabalhista, ação regressiva e 16 autos de infração.
Quanto custam as multas de um acidente em silo?
Cada infração de segurança e saúde no trabalho pode custar de R$ 2.045,45 a R$ 204.554,10, e até R$ 409.108,20 em reincidência ou embaraço à fiscalização. Os valores são da Portaria MTE nº 104, de 29/01/2026, segundo informe da FIERGS.
No caso de São Gabriel/RS, segundo a AGU, os 16 autos de infração apontaram acesso ao silo sem bloqueio, entrada sem Permissão de Entrada e Trabalho (PET), falta de supervisão, equipe insuficiente, treinamento incompleto e ausência de plano de resgate. Ali, um único acidente expôs várias falhas ao mesmo tempo.
Cada item descumprido pode gerar um auto de infração próprio, e cada auto pode resultar em multa dentro da faixa da Portaria MTE nº 104/2026. Quanto mais itens descumpridos numa mesma fiscalização, maior tende a ser a soma; o valor de cada multa depende do enquadramento feito pelo auditor.
A maior parte dessas exigências vem da NR-33, a norma de espaço confinado. Veja o que ela pede em cada entrada no guia NR-33 no silo.
Um acidente em silo pode virar acordo de 10 anos?
Em Palotina/PR, a explosão de um complexo de silos em 26/07/2023 deixou 10 mortos, segundo o Brasil de Fato. Depois, a cooperativa firmou acordo com o MPT com prazo de 10 anos.
O acordo divulgado pelo MPT no Paraná inclui um programa de prevenção de explosões em 10 unidades. É um custo que não cabe numa sentença só: ele se estende por uma década de obrigações.

O que você perde sem enxergar o silo por dentro?
A primeira perda não tem preço: a vida de alguém da equipe. Um levantamento da Auditoria-Fiscal do Trabalho contou pelo menos 394 mortes em áreas de silo de 2021 a 2025, cerca de 1,5 por semana, com subnotificação admitida.
No mesmo levantamento, o soterramento responde por 39,4% das mortes e a queda, por 18,7%. Muitos desses acidentes acontecem quando o trabalhador entra para limpar ou quebrar grão empedrado. Mais números e casos estão em acidentes em silos no Brasil.
Muitas subidas começam com uma dúvida: quanto grão tem, onde está o pico, se formou buraco ou ponte. Quem não enxerga a superfície de fora acaba mandando alguém subir ou entrar para ver. E cada subida é uma exposição a mais.
Como reduzir o risco de pagar essa conta?
O caminho é entrar menos e entrar melhor. Entrar menos significa trocar por medição remota as subidas feitas só para olhar o nível. Entrar melhor significa que, quando a entrada for necessária, ela siga tudo o que a NR-33 manda: PET, supervisor que mede o ar, vigia, equipe de resgate e treinamento.
Fabricantes de sensores 3D declaram que a leitura da superfície mostra ponte (abóbada), buraco e grão grudado na parede. Saber disso de fora ajuda a planejar a intervenção, em vez de descobrir o problema com alguém já lá dentro. Veja como detectar essas formas em grão empedrado, ponte e buraco no silo.

Isso não zera o risco do trabalho em silo. O que muda é o número de vezes em que alguém fica exposto sem necessidade, e a informação que a equipe tem antes de subir.
Como o HIDROPAAS monitora o silo em 3D
O HIDROPAAS monitora o silo em 3D e mostra, no celular, a superfície do grão com os pontos mais altos e mais baixos. Assim, a equipe acompanha cone de enchimento e funil de descarga sem subir no silo.
Mapa 3D da superfície: pontos mais altos e mais baixos, para encher melhor e aproveitar a capacidade.
Nível, volume e toneladas: o nível do produto e a massa estocada calculada.
Alertas no celular: silo cheio, vazio ou em nível crítico.
Temperatura e umidade do grão: com os sensores adequados.
Acompanhamento remoto: pelo celular ou pelo computador.
O sistema reduz a necessidade de subir ou entrar no silo para medir. Entrar no silo continua exigindo o que a NR-33 manda. Para entender a tecnologia, veja o guia de monitoramento 3D de silo.
Perguntas frequentes
Quanto é a indenização por acidente em silo?
Não há valor fixo: depende do caso e da decisão judicial. Nos casos citados aqui, os valores foram de R$ 150 mil a R$ 600 mil, entre indenização à família, acordo trabalhista e dano moral coletivo. A essa conta podem se somar ressarcimento ao INSS e multas.
O que é ação regressiva do INSS em acidente de trabalho?
É a ação em que o INSS cobra da empresa o benefício que pagou por causa do acidente, com base no art. 120, I, da Lei 8.213/1991. Em São Gabriel/RS, segundo a AGU, o TRF4 manteve a condenação de uma beneficiadora de grãos a ressarcir a pensão por morte de um trabalhador morto na descarga do silo.
Qual a multa por infração de segurança no trabalho em 2026?
Segundo informe da FIERGS sobre a Portaria MTE nº 104, de 29/01/2026, vai de R$ 2.045,45 a R$ 204.554,10 por infração. Em reincidência ou embaraço à fiscalização, pode chegar a R$ 409.108,20.
O que é dano moral coletivo em acidente de silo?
É a condenação pelo dano causado à coletividade de trabalhadores, e não só à família da vítima. Em Sapezal/MT, foi de R$ 250 mil após morte em farelo de milho, em espaço confinado sem bloqueio e sem supervisão. Em São Luís/MA, foi de R$ 150 mil após queda e soterramento em silo de cimento.
O acordo com a família encerra o custo do acidente?
Não necessariamente. Em São Gabriel/RS, segundo a AGU, a empresa já tinha pago R$ 600 mil à família em acordo trabalhista e ainda foi condenada a ressarcir ao INSS a pensão por morte. O caso também teve 16 autos de infração.
Monitorar o silo em 3D evita acidentes?
Não zera o risco, mas reduz a necessidade de subir ou entrar no silo só para medir ou olhar a superfície. Quando a entrada for necessária, para limpeza ou manutenção, ela continua exigindo tudo o que a NR-33 manda: PET, vigia, medição do ar, resgate e treinamento.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
Um acidente em silo pode somar indenização, ressarcimento ao INSS, multas e anos de acordo, e cada subida evitada é uma exposição a menos. Para acompanhar o silo em 3D sem subir, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.




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