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Quanto Custa um Acidente em Silo Para a Empresa

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
27 de set.
6 min de leitura

Nos casos citados aqui, a indenização por acidente em silo paga à família ficou entre R$ 250 mil e R$ 600 mil, e o dano moral coletivo, entre R$ 150 mil e R$ 250 mil. A conta pode incluir ressarcimento ao INSS, multa de até R$ 204.554,10 por infração e, como em Palotina/PR, acordo de 10 anos.

Capa com o texto “Quanto custa um acidente em silo” sobre fundo azul, logotipo da PAAS e a faixa PAAS · Geólogo responsável · Brasil todo

Quer reduzir as subidas ao silo feitas só para medir? Fale com a PAAS no WhatsApp e conheça o monitoramento 3D do silo.

Quanto a Justiça já mandou pagar por acidentes em silo?

Nos cinco casos com valor divulgado reunidos aqui, a conta foi de R$ 150 mil a R$ 600 mil por caso. Somados, chegam a R$ 1,75 milhão, sem contar ressarcimento ao INSS e multas.

Local

O que aconteceu

Valor

Natureza

São Gabriel/RS

Morte na descarga do silo de uma beneficiadora de grãos; 16 autos de infração

R$ 600 mil, mais ressarcimento ao INSS

Acordo trabalhista e ação regressiva

Aguaí/SP

Jovem de 18 anos soterrado em açúcar, sem equipamento de proteção

R$ 500 mil

Indenização aos pais

Sapezal/MT

Trabalhador morreu submerso em farelo de milho, em espaço confinado sem bloqueio e sem supervisão

R$ 250 mil

Dano moral coletivo

Lagoa da Confusão/TO

Queda de 19 m no elevador do silo

R$ 250 mil

Indenização ao filho

São Luís/MA

Queda e soterramento durante a limpeza de silo de cimento

R$ 150 mil

Dano moral coletivo

Palotina/PR

Explosão em complexo de silos em 26/07/2023, com 10 mortos

Valor não divulgado

Acordo com o MPT com prazo de 10 anos

Fontes: AGU, em notícia do Ponto na Curva (São Gabriel); TST (caso de Aguaí); CSJT (Sapezal); TRT4 (Lagoa da Confusão); TST (caso de São Luís); MPT-PR (Palotina).

Gráfico de barras com valores de condenações e acordos em acidentes com silo, em mil reais: São Gabriel/RS 600, Aguaí/SP 500, Sapezal/MT 250, Lagoa da Confusão/TO 250 e São Luís/MA 150

Dano moral coletivo é a condenação pelo dano causado à coletividade de trabalhadores, e não só à família da vítima. Por isso, ele pode ser cobrado além da indenização individual. Os valores dependem de cada caso e de cada decisão judicial: servem como referência de ordem de grandeza, não como tabela.

O que é a ação regressiva do INSS e por que ela pesa?

Ação regressiva é o processo em que o INSS cobra da empresa o benefício que pagou por causa do acidente. Ela está no art. 120, I, da Lei 8.213/1991 e é usada quando o acidente decorre de descumprimento das normas de segurança.

Em São Gabriel/RS, a empresa já tinha pago R$ 600 mil à família em acordo trabalhista. Mesmo assim, o TRF4 manteve a condenação para ressarcir ao INSS a pensão por morte, segundo a AGU, em notícia reproduzida pelo Ponto na Curva. O valor do ressarcimento não foi divulgado.

Para a empresa, o recado é que o acordo com a família pode não fechar a conta: nesse caso, a mesma morte gerou acordo trabalhista, ação regressiva e 16 autos de infração.

Quanto custam as multas de um acidente em silo?

Cada infração de segurança e saúde no trabalho pode custar de R$ 2.045,45 a R$ 204.554,10, e até R$ 409.108,20 em reincidência ou embaraço à fiscalização. Os valores são da Portaria MTE nº 104, de 29/01/2026, segundo informe da FIERGS.

No caso de São Gabriel/RS, segundo a AGU, os 16 autos de infração apontaram acesso ao silo sem bloqueio, entrada sem Permissão de Entrada e Trabalho (PET), falta de supervisão, equipe insuficiente, treinamento incompleto e ausência de plano de resgate. Ali, um único acidente expôs várias falhas ao mesmo tempo.

Cada item descumprido pode gerar um auto de infração próprio, e cada auto pode resultar em multa dentro da faixa da Portaria MTE nº 104/2026. Quanto mais itens descumpridos numa mesma fiscalização, maior tende a ser a soma; o valor de cada multa depende do enquadramento feito pelo auditor.

A maior parte dessas exigências vem da NR-33, a norma de espaço confinado. Veja o que ela pede em cada entrada no guia NR-33 no silo.

Um acidente em silo pode virar acordo de 10 anos?

Em Palotina/PR, a explosão de um complexo de silos em 26/07/2023 deixou 10 mortos, segundo o Brasil de Fato. Depois, a cooperativa firmou acordo com o MPT com prazo de 10 anos.

O acordo divulgado pelo MPT no Paraná inclui um programa de prevenção de explosões em 10 unidades. É um custo que não cabe numa sentença só: ele se estende por uma década de obrigações.

Infográfico com quatro cartões de custos de um acidente em silo: indenização de R$ 150 mil a R$ 600 mil nos casos citados, ressarcimento ao INSS por ação regressiva, multa de R$ 2.045,45 a R$ 204.554,10 por infração e até R$ 409.108,20 na reincidência, e acordo com o MPT de 10 anos

O que você perde sem enxergar o silo por dentro?

A primeira perda não tem preço: a vida de alguém da equipe. Um levantamento da Auditoria-Fiscal do Trabalho contou pelo menos 394 mortes em áreas de silo de 2021 a 2025, cerca de 1,5 por semana, com subnotificação admitida.

No mesmo levantamento, o soterramento responde por 39,4% das mortes e a queda, por 18,7%. Muitos desses acidentes acontecem quando o trabalhador entra para limpar ou quebrar grão empedrado. Mais números e casos estão em acidentes em silos no Brasil.

Muitas subidas começam com uma dúvida: quanto grão tem, onde está o pico, se formou buraco ou ponte. Quem não enxerga a superfície de fora acaba mandando alguém subir ou entrar para ver. E cada subida é uma exposição a mais.

Como reduzir o risco de pagar essa conta?

O caminho é entrar menos e entrar melhor. Entrar menos significa trocar por medição remota as subidas feitas só para olhar o nível. Entrar melhor significa que, quando a entrada for necessária, ela siga tudo o que a NR-33 manda: PET, supervisor que mede o ar, vigia, equipe de resgate e treinamento.

Fabricantes de sensores 3D declaram que a leitura da superfície mostra ponte (abóbada), buraco e grão grudado na parede. Saber disso de fora ajuda a planejar a intervenção, em vez de descobrir o problema com alguém já lá dentro. Veja como detectar essas formas em grão empedrado, ponte e buraco no silo.

Ilustração em 3D da superfície do grão em um silo depois da descarga, com funil no centro marcado como ponto mais baixo e grão mais alto junto à parede, visto pelo sensor 3D no teto, em exemplo ilustrativo

Isso não zera o risco do trabalho em silo. O que muda é o número de vezes em que alguém fica exposto sem necessidade, e a informação que a equipe tem antes de subir.

Como o HIDROPAAS monitora o silo em 3D

O HIDROPAAS monitora o silo em 3D e mostra, no celular, a superfície do grão com os pontos mais altos e mais baixos. Assim, a equipe acompanha cone de enchimento e funil de descarga sem subir no silo.

  • Mapa 3D da superfície: pontos mais altos e mais baixos, para encher melhor e aproveitar a capacidade.

  • Nível, volume e toneladas: o nível do produto e a massa estocada calculada.

  • Alertas no celular: silo cheio, vazio ou em nível crítico.

  • Temperatura e umidade do grão: com os sensores adequados.

  • Acompanhamento remoto: pelo celular ou pelo computador.

O sistema reduz a necessidade de subir ou entrar no silo para medir. Entrar no silo continua exigindo o que a NR-33 manda. Para entender a tecnologia, veja o guia de monitoramento 3D de silo.

Perguntas frequentes

Quanto é a indenização por acidente em silo?

Não há valor fixo: depende do caso e da decisão judicial. Nos casos citados aqui, os valores foram de R$ 150 mil a R$ 600 mil, entre indenização à família, acordo trabalhista e dano moral coletivo. A essa conta podem se somar ressarcimento ao INSS e multas.

O que é ação regressiva do INSS em acidente de trabalho?

É a ação em que o INSS cobra da empresa o benefício que pagou por causa do acidente, com base no art. 120, I, da Lei 8.213/1991. Em São Gabriel/RS, segundo a AGU, o TRF4 manteve a condenação de uma beneficiadora de grãos a ressarcir a pensão por morte de um trabalhador morto na descarga do silo.

Qual a multa por infração de segurança no trabalho em 2026?

Segundo informe da FIERGS sobre a Portaria MTE nº 104, de 29/01/2026, vai de R$ 2.045,45 a R$ 204.554,10 por infração. Em reincidência ou embaraço à fiscalização, pode chegar a R$ 409.108,20.

O que é dano moral coletivo em acidente de silo?

É a condenação pelo dano causado à coletividade de trabalhadores, e não só à família da vítima. Em Sapezal/MT, foi de R$ 250 mil após morte em farelo de milho, em espaço confinado sem bloqueio e sem supervisão. Em São Luís/MA, foi de R$ 150 mil após queda e soterramento em silo de cimento.

O acordo com a família encerra o custo do acidente?

Não necessariamente. Em São Gabriel/RS, segundo a AGU, a empresa já tinha pago R$ 600 mil à família em acordo trabalhista e ainda foi condenada a ressarcir ao INSS a pensão por morte. O caso também teve 16 autos de infração.

Monitorar o silo em 3D evita acidentes?

Não zera o risco, mas reduz a necessidade de subir ou entrar no silo só para medir ou olhar a superfície. Quando a entrada for necessária, para limpeza ou manutenção, ela continua exigindo tudo o que a NR-33 manda: PET, vigia, medição do ar, resgate e treinamento.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Um acidente em silo pode somar indenização, ressarcimento ao INSS, multas e anos de acordo, e cada subida evitada é uma exposição a menos. Para acompanhar o silo em 3D sem subir, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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