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Aquífero Bambuí: Captação em MG e BA — Profundidade, Custo, Cuidados (2026)

  • Foto do escritor: Chert Bobsin
    Chert Bobsin
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

O Aquífero Bambuí é a principal reserva de água subterrânea do Centro e Norte de Minas Gerais e do Oeste da Bahia, com 200 mil km² distribuídos entre rochas carbonáticas (calcários e dolomitos) do Grupo Bambuí. Diferente de aquíferos sedimentares, é CÁRSTICO — com vazões muito variáveis (5 a 200 m³/h), profundidade típica 60-250m e particularidades únicas para perfuração e outorga. Este guia 2026 mostra onde está, custos e cuidados.

O Que é o Aquífero Bambuí

O Sistema Aquífero Bambuí é uma formação geológica do Neoproterozoico (cerca de 600 milhões de anos) composta principalmente por calcários da Formação Sete Lagoas, dolomitos da Formação Lagoa do Jacaré e folhelhos intercalados. A água ocorre em FRATURAS e CAVERNAS dissolvidas no calcário (carste), criando reservatórios irregulares.

Diferente de aquíferos sedimentares uniformes (como o Guarani), o Bambuí tem produtividade extremamente variável: dois poços vizinhos podem ter vazões totalmente diferentes (5 vs 100 m³/h) dependendo se atingem ou não as fraturas produtivas.

Onde Captar o Aquífero Bambuí

Minas Gerais — Centro e Norte

  • Cidades: Sete Lagoas, Pedro Leopoldo, Lagoa Santa, Montes Claros, Pirapora

  • Profundidade típica: 80-200 metros

  • Vazão: 10-100 m³/h (alta variabilidade)

  • Atende grande parte da indústria mineira e do agronegócio do Norte

Bahia — Oeste e Centro-Norte

  • Cidades: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa, Irecê, Jacobina

  • Profundidade típica: 100-250 metros

  • Vazão: 5-80 m³/h (mais variável que em MG)

  • Atende agricultura irrigada (grãos, frutas) do MATOPIBA

Goiás — Nordeste

  • Cidades: Posse, Iaciara, Formosa (parte oeste)

  • Profundidade: 60-180m

  • Vazão: 10-60 m³/h

Quanto Custa Captar do Bambuí em 2026

  • Poço médio (100m, MG): R$ 30.000 a R$ 55.000

  • Poço profundo (180m, BA): R$ 50.000 a R$ 95.000

  • Poço industrial (250m+): R$ 70.000 a R$ 150.000

  • Adicional ESSENCIAL: locação geofísica prévia R$ 4.000-8.000 (reduz risco de poço seco)

  • Outorga + laudo: R$ 3.500-8.000

  • Custo total típico: R$ 40.000 a R$ 160.000

Risco Característico: Poço Seco no Bambuí

Pela natureza cárstica do aquífero, é POSSÍVEL perfurar 150m e não atingir fratura produtiva — resultando em poço seco ou de baixa vazão. Estatística regional: 15-25% dos poços perfurados sem estudo prévio resultam em vazão insuficiente.

Por isso a LOCAÇÃO GEOFÍSICA PRÉVIA (eletrorresistividade ou caminhamento) é OBRIGATÓRIA antes de perfurar. O método indica zonas com alta probabilidade de fraturas — reduz risco de poço seco de 20% para <5%.

Qualidade da Água do Bambuí

  • Dureza ALTA (300-800 mg/L de CaCO3) — calcário e dolomito dissolvidos. Exige amaciador para uso industrial

  • pH alcalino (7,5-8,5) — favorece incrustações em tubulação

  • Sulfato variável (50-500 mg/L) — em algumas zonas

  • Cloreto baixo a moderado (10-200 mg/L)

  • Microbiologicamente segura quando bem construído (selagem sanitária)

  • Fluoreto baixo (diferente do Guarani)

Outorga do Aquífero Bambuí

Em Minas Gerais (IGAM via SISAGUAS)

Exige Estudo Hidrogeológico detalhado, laudo geológico, teste de bombeamento mínimo de 24h (pelo caráter cárstico), análise de água. Captação >50 m³/dia exige telemetria. Custo total R$ 3.500-7.000.

Na Bahia (INEMA)

Sistema SEIA-BA. Mesma documentação + Anuência Municipal em alguns municípios. Para áreas do Oeste (irrigação), análise mais rigorosa por impacto cumulativo regional. R$ 4.000-9.000.

Particularidades por Sub-região

Carste de Sete Lagoas (MG)

Maior produtividade. Poços de 80-120m com vazões 30-100 m³/h. Risco: subsidência (afundamento) em zonas urbanas pela superexplotação.

Sertão Mineiro / Norte de Minas

Mais semiárido, vazões menores (5-30 m³/h). Captação distribuída entre múltiplos poços recomendada.

Oeste Baiano (Barreiras, LEM)

Agricultura irrigada intensiva (soja, milho, algodão). Poços profundos (>150m) com vazões 40-80 m³/h. Forte concorrência por outorgas — limites por bacia.

Irecê e Jacobina (Centro-Norte BA)

Poços 100-180m, vazões 10-40 m³/h. Uso agrícola e abastecimento. Carste exposto requer cuidado com contaminação superficial.

Vantagens e Desafios do Bambuí

  • Vantagem: Vazões altas em zonas produtivas (10-100 m³/h)

  • Vantagem: Cobertura ampla (atende Norte/Centro MG + Oeste BA)

  • Vantagem: Água microbiologicamente segura quando bem construído

  • Desafio: Risco de poço seco sem locação geofísica prévia

  • Desafio: Dureza alta exige tratamento para uso industrial

  • Desafio: Outorga mais restritiva em áreas de alta demanda agrícola

Como a PAAS Capta do Aquífero Bambuí

A PAAS atua no Bambuí com Chert Bobsin (Geólogo CREA-RS 204.398) + parcerias com geofísicos especializados em carste (caminhamento elétrico, eletrorresistividade). Atendemos as principais cidades de captação: Sete Lagoas, Pedro Leopoldo, Montes Claros, Pirapora (MG) e Barreiras, LEM, Bom Jesus da Lapa, Irecê, Jacobina (BA).

Conduzimos: estudo geofísico prévio → perfuração → outorga (IGAM ou INEMA) → análise de água → instalação de bomba + tratamento se necessário (amaciador para dureza alta). Mais de 12 mil poços perfurados em 40 anos, incluindo várias dezenas no Aquífero Bambuí.

Solicite estudo gratuito via WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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