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Outorga de Água Superficial em SP — Rios, Córregos e Represas

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
30 de abr.
3 min de leitura

Atualizado: há 7 dias

A outorga de água superficial em SP autoriza a captação de água de rios, córregos, lagos e represas. Em São Paulo, a outorga é emitida pelo DAEE (rios estaduais) ou pela ANA (rios federais, como o Rio Paraná). Atividades rurais, industriais e agropecuárias que dependem de água superficial precisam regularizar a captação antes de usar.

👷 Importante: só um responsável técnico habilitado pode fazer a outorga/regularização. O perfil do poço, o teste de bombeamento, a ART, o laudo e o protocolo no órgão só podem ser conduzidos por um geólogo ou engenheiro de minas com registro no CREA — ou por uma empresa que tenha esse responsável técnico. Não é um serviço que o proprietário faz sozinho. Na PAAS, o responsável técnico é o geólogo Chert Bobsin (CREA-RS 204.398).

DAEE ou ANA: qual órgão cuida da água superficial em SP?

A distinção entre DAEE e ANA na água superficial de SP segue o domínio dos corpos hídricos: rios e reservatórios de domínio estadual (nascentes, afluentes locais, rios inteiramente dentro de SP) → DAEE; rios de domínio federal (Rio Paraná, Rio Grande, Rio Paranapanema, trechos interestaduais) → ANA. Na prática, a maioria das propriedades rurais e urbanas em SP capta de rios estaduais, portanto o DAEE é o órgão responsável.

Documentos para outorga de água superficial no DAEE

Para protocolar a outorga de água superficial no DAEE via SiGRH (sigrh.sp.gov.br), são necessários: projeto de captação elaborado por engenheiro ou geólogo com ART; estudo de disponibilidade hídrica da sub-bacia; localização georreferenciada do ponto de captação; croqui da obra de captação (bomba, filtro, tubulação); declaração de uso e volumes diários; documentação do imóvel e do requerente.

Outorga de água superficial para irrigação em SP

A principal demanda por água superficial em SP vem da irrigação agrícola — cana, frutas, soja e horticultura. Para captar de rio ou córrego para irrigar, a outorga DAEE é obrigatória. O DAEE analisa a disponibilidade hídrica da bacia hidrográfica (SP tem 22 UGRHIs — Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos) e define a vazão máxima outorgável. Em bacias críticas como Piracicaba-Capivari-Jundiaí, há maior restrição por alta demanda.

Outorga para represas e barramentos em SP

Barragens e represas para acumulação de água em SP exigem outorga DAEE diferenciada: além da outorga de uso, é necessária a outorga de barragem (que verifica segurança estrutural, vazão ecológica mínima e impacto a jusante). Represas com volume acima de 3 milhões de m³ ou altura maior que 15m também devem se enquadrar na Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/2010).

Custos de outorga de água superficial em SP

O custo para obter outorga de água superficial em SP varia com a complexidade: captação rural simples R$ 3.000 a R$ 6.000; captação industrial ou irrigação de grande porte R$ 5.000 a R$ 12.000; barragem/represamento R$ 8.000 a R$ 20.000+. A diferença principal em relação à outorga subterrânea é a exigência do estudo de disponibilidade hídrica da bacia.

Perguntas frequentes — água superficial em SP

Preciso de outorga para captar água de córrego no fundo do sítio? Sim. Qualquer captação de corpo hídrico superficial acima de 0,5 L/s ou 1,5 m³/h exige outorga, mesmo em propriedade pequena.

O que é vazão de referência Q7,10 usada pelo DAEE? É a menor vazão média de 7 dias consecutivos em 10 anos — o DAEE só outorga até 50-70% dessa vazão para garantir a mínima ecológica do rio.

A PAAS elabora projetos de outorga de água superficial em todo o Estado de SP. Entre em contato pelo WhatsApp e receba orientação técnica gratuita.

Veja também: DAEE ou ANA: qual órgão cuida da outorga em SP | Outorga para irrigação em SP | Documentos para outorga em SP

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

 
 
 

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