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Projeto de Irrigação para Condomínio em Torres (RS): Chuva, Vento e Poço

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 5 dias
8 min de leitura

O projeto de irrigação para condomínio em Torres usa o clima da única estação do INMET com normal no Litoral Norte: chove 1.583 mm por ano, mas em dezembro a evapotranspiração passa a chuva, na média. Os poços cadastrados no município são fundos e rendem pouco, então a fonte de água se decide antes dos aspersores.

Capa com o texto “Irrigação de condomínio em Torres” sobre ilustração de condomínio visto de cima, com gramados e aspersores ligados, e a faixa IRRIGAPAAS · Projeto e instalação · RS e SC

Administra ou está construindo um condomínio em Torres? Solicite um orçamento de projeto de irrigação com estudo da área, da fonte de água e da programação para cada época do ano.

Quanto chove em Torres e quando o gramado passa sede?

Chove bastante, mas não de forma igual ao longo do ano. A normal climatológica de 1991 a 2020 da estação de Torres (83948) registra 1.583,0 mm de chuva por ano e 114 dias com pelo menos 1 mm (INMET, Normais Climatológicas do Brasil). A máxima média de janeiro é de 27,4 °C. É a única estação com normal do INMET entre as cidades do Litoral Norte gaúcho.

O ponto fraco é o fim da primavera. Em dezembro, a evapotranspiração potencial (a água que o clima tira do solo e das plantas) soma 151,6 mm, contra 114,6 mm de chuva. Em janeiro e fevereiro, as chuvas de verão voltam a superar a evapotranspiração.

Mês

Chuva média (mm)

Evapotranspiração potencial (mm)

Saldo médio (mm)

Novembro

112,6

119,9

-7,3

Dezembro

114,6

151,6

-37,0

Janeiro

168,6

158,5

+10,1

Fevereiro

172,2

137,0

+35,2

O saldo é cálculo nosso a partir da normal. Como 1 mm equivale a 1 litro por m², os 37 mm de dezembro somam 37 m³ num gramado de 1.000 m² (exemplo ilustrativo). A necessidade real muda com a grama, a chuva que de fato cai e a eficiência do sistema, e o solo arenoso, explicado em irrigação no litoral, guarda pouca água entre regas.

Gráfico de barras com a chuva e a evapotranspiração potencial médias em Torres pela normal INMET 1991 a 2020: novembro 112,6 e 119,9 mm, dezembro 114,6 e 151,6 mm em destaque, janeiro 168,6 e 158,5 mm e fevereiro 172,2 e 137,0 mm

O vento de Torres atrapalha a aspersão?

Atrapalha menos do que em Tramandaí, mas pesa justo no fim do ano. A normal do INMET dá vento médio de 2,1 m/s em Torres, com os maiores valores em outubro (2,7 m/s), novembro (2,8 m/s) e dezembro (2,6 m/s). Na mesma normal, a direção predominante aparece como "calma" em onze meses, e nordeste só em novembro.

Segundo estudos da UFRGS, na estação de Torres nordeste e sul são os ventos mais frequentes, e no aeroporto da cidade o quadrante nordeste soma 32% (Rockett et al., 2017). Outro trabalho mostra que Torres tem mais chuva e menos vento que Tramandaí (Puhl e Dillenburg, 2018).

No projeto, isso orienta a posição dos emissores. A FAO lembra que até brisa leve espalha o jato do aspersor e recomenda aproximá-los. Nas bordas expostas a nordeste e a sul, perto de calçada e fachada, o projeto tende a usar gotejo ou emissores de curto alcance, e a rega fica para a madrugada.

Vale a pena irrigar o condomínio com poço em Torres?

Pode valer, mas o cadastro de poços pede cautela. O SIAGAS, do Serviço Geológico do Brasil, tem 32 poços tubulares registrados no município. A profundidade mediana é de 88,8 m (de 12 a 292 m), e o nível estático mediano fica a 5,2 m, com base em 22 poços.

O dado que mais pesa é a vazão específica: mediana de 0,3 m³/h por metro de rebaixamento, em 16 poços, a mais baixa das sete cidades do Litoral Norte que comparamos (em Tramandaí, 4,2). As medianas são cálculo nosso e não descrevem o subsolo de cada lote. Os poços aparecem em aquíferos diferentes (Guarani, depósitos litorâneos, sedimento costeiro e rocha sedimentar), sinal de que a geologia muda dentro do município.

Por isso, o geólogo estuda o terreno antes de perfurar. Um poço de vazão modesta ainda pode servir se encher um reservatório ao longo do dia para a rega da madrugada. Veja poço artesiano em Torres e Litoral Norte do RS.

O poço do condomínio pode ficar sem outorga?

Não. A Lei 16.316/2025 dispensa de outorga a captação de até 0,3 L/s só para três casos: pessoa física em uso individual, agricultor familiar e poço comunitário de associação, sempre sem rede pública disponível. Irrigação de área comum de condomínio não está entre eles. A captação sem outorga sujeita o condomínio a multa de 250 a 2.500 UPF-RS (Decreto 55.374/2020); veja quem tem direito à dispensa no RS.

Quem abastece Torres e como fica a rede no verão?

A Corsan/Aegea capta na Lagoa Itapeva, até 360 L/s, e trata a água numa ETA convencional que atende cerca de 30.394 economias. Segundo o plano regional da Corsan para Torres, os reservatórios R11, R12 e R13 desse sistema também abastecem Arroio do Sal. O Índice de Segurança Hídrica Urbano do município é classificado como alto.

Para o verão 2024/25, a capacidade de distribuição da ETA passou de 300 para 550 L/s, com um poço novo e limpeza da captação na lagoa (Corsan, 06/12/2024). O prefeito Delci Dimer estimou cerca de 300 mil pessoas na cidade no verão, segundo o Jornal do Comércio (17/12/2025): cerca de sete vezes a população do Censo (cálculo a partir dos dois números). Mesmo com segurança hídrica alta, o projeto evita depender da rede no horário de pico.

Condomínio em Torres tem morador o ano todo?

Mais do que na maior parte do Litoral Norte. Torres tinha 41.751 moradores no Censo 2022, 20,5% a mais que em 2010 (IBGE, tabela 4709). Dos 32.149 domicílios, 16.524 estavam ocupados (51,40%) e 11.942 eram de uso ocasional (37,15%), segundo a tabela 4711 do IBGE. Nas sete cidades do Litoral Norte somadas, o uso ocasional chega a 50,7%.

Com moradores fixos, o jardim é usado e visto o ano inteiro. A programação não pode ser só "liga no verão, desliga no inverno": ela muda por estação, setor por setor, e a manutenção ganha rotina ao longo do ano.

E em Passo de Torres, do lado catarinense?

A vizinha catarinense quase dobrou de tamanho: de 6.627 para 12.897 moradores entre 2010 e 2022, alta de 94,6%, com 43,3% dos domicílios de uso ocasional (IBGE, mesmas tabelas). A PAAS também projeta e instala em Santa Catarina, onde o poço com uso abaixo de 5 m³ por dia é declarado como insignificante no SIOUT SC (Resolução CERH 78/2024); acima disso, é outorga. Mais em projeto de irrigação para condomínios em SC.

O que muda no projeto de irrigação para condomínio em Torres?

Cada dado local muda uma escolha técnica:

Dado de Torres

O que significa

Decisão no projeto

Dezembro com saldo médio de -37 mm (INMET)

Mês de maior demanda de rega

Programação reforçada em novembro e dezembro, ajustada por setor

114 dias de chuva por ano, 12 em janeiro e 12 em fevereiro (INMET)

Chuva frequente no verão

Sensor de chuva previsto no projeto ou ajuste remoto pelo app

Vento maior de outubro a dezembro; NE e S mais frequentes (INMET, UFRGS)

Jato desviado nas bordas expostas

Emissores mais próximos, gotejo nas bordas e rega de madrugada

Vazão específica mediana de 0,3 m³/h/m (SIAGAS)

Poço tende a render pouco

Estudo do geólogo e reservatório para acumular água

51,4% de domicílios ocupados (IBGE 2022)

Jardim usado o ano todo

Programação por estação e manutenção contínua

Infográfico em fluxo com o ano do gramado em Torres segundo a normal do INMET: revisão em setembro e outubro antes do vento mais forte, novembro com vento de nordeste, dezembro com déficit médio de 37 mm e janeiro e fevereiro com 12 dias de chuva por mês, cada fase com o ajuste do projeto

O que custa errar o projeto de irrigação em Torres?

Em Torres, o erro mais caro costuma vir antes do primeiro aspersor: perfurar sem estudo e descobrir que o poço não dá a vazão que o sistema pede. Os outros aparecem no dia a dia. Sem sensor ou ajuste, o sistema rega depois de uma das 114 chuvas do ano; com aspersor de jato longo na borda exposta, a água vai para a calçada.

Exemplo ilustrativo de irrigação sem projeto em área comum de condomínio: aspersor de jato longo molhando calçada, rua e fachada, manchas secas no gramado e poça de água acumulada

Quando a água vem da rede, cada metro cúbico desperdiçado tem preço. A tabela da Corsan com vigência a partir de 07/2026 traz preço base de R$ 9,15/m³ no residencial B e de R$ 10,41/m³ no comercial, crescendo por faixa, e cobra esgoto de acordo com o consumo.

Como a PAAS faz o projeto de irrigação para condomínio em Torres

A PAAS faz o projeto de irrigação e a instalação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o que inclui Torres e Passo de Torres. Engenheiros fazem o projeto hidráulico. Como a PAAS perfura poço e regulariza outorga desde 1985, o estudo da fonte de água faz parte do mesmo trabalho.

  1. Estudo da fonte: pressão da rede no local ou avaliação geológica do poço, com outorga e reservatório.

  2. Mapa de exposição: bordas com vento, gramados, canteiros e árvores.

  3. Setorização: aspersão no gramado e gotejo em canteiros, árvores e bordas expostas, em setores separados.

  4. Automação: horários por setor e estação, controle pelo app no celular; sensores de chuva e umidade se o projeto prever.

  5. Instalação e assistência técnica com materiais de linha profissional e sistema entregue funcionando.

O projeto precisa de ART de profissional habilitado no CREA (Lei 6.496/1977). A Resolução Confea 218/1973 dá atribuição em irrigação ao engenheiro civil e ao agrônomo, e a Resolução 256/1978, com decisões de CREA, alcança o engenheiro agrícola. Vale conferir a atribuição de quem assina no CREA do estado. O preço é sob consulta, porque depende da área, dos setores, da fonte e da automação.

Perguntas frequentes

Vale a pena perfurar poço para irrigar condomínio em Torres?

Pode valer, mas só depois de estudo do geólogo. No cadastro SIAGAS, os poços tubulares de Torres têm profundidade mediana de 88,8 m e vazão específica mediana de 0,3 m³/h/m, a mais baixa entre sete cidades do Litoral Norte gaúcho. Um poço de vazão modesta pode encher um reservatório ao longo do dia. Condomínio não se enquadra na dispensa de outorga do RS, então o poço precisa de outorga.

Qual é o mês mais seco para o gramado em Torres?

Dezembro, na média. Pela normal INMET 1991 a 2020, a evapotranspiração potencial de dezembro (151,6 mm) passa a chuva (114,6 mm) em 37 mm. Em janeiro e fevereiro a chuva volta a superar a evapotranspiração, mas médias escondem semanas secas.

O vento de Torres atrapalha a irrigação por aspersão?

Atrapalha menos que em Tramandaí, que tem mais vento segundo estudo da UFRGS, mas pesa de outubro a dezembro. O INMET registra média anual de 2,1 m/s e 2,8 m/s em novembro. O projeto aproxima os aspersores, usa gotejo nas bordas expostas e programa a rega para a madrugada.

Condomínio em Torres precisa de sensor de chuva?

O projeto pode prever, e em Torres vale avaliar. A normal do INMET registra 114 dias com chuva de pelo menos 1 mm por ano, 12 deles em janeiro e 12 em fevereiro. Sem sensor ou ajuste da programação, o sistema pode regar logo depois da chuva.

A PAAS atende Passo de Torres, em Santa Catarina?

Sim. A PAAS faz projeto e instalação no RS e em SC. Em Santa Catarina, o uso de poço abaixo de 5 m³ por dia é declarado como insignificante no SIOUT SC; acima disso, a captação precisa de outorga.

Quem pode assinar o projeto de irrigação do condomínio?

Um engenheiro com atribuição em irrigação, que registra a ART no CREA, como exige a Lei 6.496/1977. Pela Resolução Confea 218/1973, essa atribuição cabe ao engenheiro agrônomo e ao engenheiro civil; decisões de CREA estendem ao engenheiro agrícola. Antes de contratar, peça a certidão de atribuições do profissional.

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Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Em Torres, o projeto certo começa pela fonte de água e pelo calendário de chuva e vento: peça um orçamento do projeto ou fale no WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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