Outorga para Irrigação por Pivô Central em MG: Como Obter e Quanto Custa

Atualizado: 2 de out.

👷 Importante: só um responsável técnico habilitado pode fazer a outorga/regularização. O perfil do poço, o teste de bombeamento, a ART, o laudo e o protocolo no órgão só podem ser conduzidos por um geólogo ou engenheiro de minas com registro no CREA — ou por uma empresa que tenha esse responsável técnico. Não é um serviço que o proprietário faz sozinho. Na PAAS, o responsável técnico é o geólogo Chert Bobsin (CREA-RS 204.398).
A irrigação por pivô central é o sistema que demanda maior volume de água por hectare irrigado, e portanto exige outorga de grande porte junto ao IGAM em Minas Gerais. Um pivô de 100 hectares pode consumir de 150 a 300 m³/h durante o período de irrigação, o que torna o processo de outorga tecnicamente complexo e exige laudo hidrogeoíológico detalhado e teste de bombeamento estendido.
Cálculo de Vazão para Pivô Central em MG
A vazão necessária para um pivô central é calculada com base na área irrigada, cultura, lâmina líquida diária e eficiência do sistema. Fórmula: Q (m³/h) = (lâmina bruta mm/dia × área ha × 10) / horas de operação. Para milho com lâmina de 6 mm/dia e 20h de operação: pivô de 50 ha = (6 × 50 × 10) / 20 = 150 m³/h. Para soja: pivô de 100 ha com lâmina de 5 mm/dia = (5 × 100 × 10) / 18 = 277 m³/h. Esses volumes exigem poços de alta produtividade ou captação em rios com boa disponibilidade hídrica.
Hidrogeologia do Triângulo Mineiro para Pivôs
O Triângulo Mineiro e o Alto Paraná são as principais regiões de pivô central em MG. Essas áreas estão sobre o aquífero Guaraní e aquíferos fraturados em basaltos da Bacia do Paraná, com transmissividades tipicamente elevadas. Poços nesses aquíferos podem atingir vazões de 50 a 300 m³/h com rebaixamentos moderados, viabilizando grandes pivôs. O geólogo é fundamental para dimensionar quantos poços são necessários para atender a demanda total.
Custo da Outorga para Pivô Central em MG
Por envolver vazões elevadas e laudos mais complexos, a outorga para pivô central é mais cara. Estimativas para 2026: Pivô de 50 ha (1 poço): laudo + teste 72h + ART + taxa IGAM = R$ 8.000 a R$ 15.000. Pivô de 100 ha (2 a 3 poços): R$ 15.000 a R$ 35.000 considerando todos os poços. Captação em rio (1 ponto): laudo de disponibilidade superficial + estudo hidrológico + ART = R$ 6.000 a R$ 12.000.
📘 Guia completo do estado: outorga de poço artesiano em MG — órgão (IGAM), documentos, custo e passo a passo.
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Perguntas Frequentes sobre Outorga para Pivô em MG
Posso ter um pivô central alimentado por vários poços com uma única outorga? Não. Cada poço precisa de outorga individual. O IGAM avalia cada um separadamente.
Pivô de 500 ha precisa de estudo de impacto mais detalhado? Sim. Para vazões acima de 100 m³/h, o IGAM pode exigir estudo de interferência regional e consulta a outros usuários da bacia.
Posso operar o pivô enquanto aguardo a outorga? Não. Qualquer captação antes da outorga é irregular. Em casos urgentes, solicitar outorga emergencial ao IGAM.
PRONAF Irrigação exige outorga como pré-requisito? Sim. O banco exige comprovação da regularidade hídrica (outorga válida) para liberar o financiamento.
PAAS: Outorga para Pivô Central e Sistemas de Irrigação em MG
Nossa equipe tem experiência em outorgas para grandes sistemas de irrigação no Triângulo Mineiro, Alto Paraná e interior de MG. Geólogo CREA-MG com conhecimento dos aquíferos locais. Fale pelo WhatsApp (51) 99289-2188 e mencione '(Vim pelo blog)'.
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A PAAS realiza outorgas, licenciamentos e regularizações de poços artesianos com acompanhamento do geólogo responsável (CREA-RS) em três estados: Rio Grande do Sul (SEMA-RS/FEPAM), Santa Catarina (IMA-SC) e Minas Gerais (IGAM/SEMAD-MG). O processo é conduzido remotamente — você não precisa se deslocar.
Rio Grande do Sul (SEMA-RS): Fale com a PAAS sobre outorga no RS
Santa Catarina (IMA-SC): Fale com a PAAS sobre outorga em SC
Minas Gerais (IGAM/SEMAD): Fale com a PAAS sobre outorga em MG
Para o panorama nacional, consulte nosso guia sobre outorga de poço artesiano, com custos, prazos e multas.
Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.




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