Teste de Bombeamento para Outorga em Mato Grosso do Sul (IMASUL): Regras 2026

O teste de bombeamento para outorga em Mato Grosso do Sul, pelo Manual de Outorga do IMASUL (versão 2022; pode haver versão mais nova), é de 24 horas contínuas com recuperação mínima de 4 horas ou até o nível estabilizar, ou escalonado em 4 etapas. O pedido é feito online no Siriema e vale teste feito até 5 anos antes.

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O que o IMASUL exige no teste de bombeamento para outorga?
Para a outorga de poço já perfurado, o IMASUL (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) pede o “Formulário de teste de bombeamento”, previsto no item 6.1.2.2 do Manual de Outorga. O manual foi aprovado pela Resolução SEMAGRO nº 774/2022 e segue citado em portarias de 2024, mas pode haver versão mais nova: confira antes de protocolar.
Outorga é a autorização do estado para captar água do poço. Para água subterrânea, quem outorga é o órgão estadual: a ANA outorga só corpos d'água de domínio da União, e o poço em Mato Grosso do Sul fica com o IMASUL.
Exigência | O que o manual do IMASUL pede |
Documento | Formulário de teste de bombeamento (item 6.1.2.2) |
Teste contínuo | 24 h de bombeamento e recuperação mínima de 4 h ou até a estabilização do nível |
Alternativa | Teste escalonado com 4 etapas |
Validade | Teste feito até 5 anos antes do pedido |
Interferência | Teste de interferência de 24 h se houver poços num raio de 200 m (item 6.3) |
Regime de uso | Bombeamento limitado a 20 h por dia (item 6.3) |
Estrutura do poço | Hidrômetro, horímetro e tubo lateral de 19 mm para medir o nível |
Assinatura | ART de profissional habilitado citando o ensaio de bombeamento |
Protocolo | Siriema, feito totalmente online |
Fonte da tabela: Manual de Outorga do IMASUL (versão 2022; pode haver versão mais nova). O mesmo manual informa que o pedido no Siriema também serve para o cadastro no CEURH (Cadastro Estadual de Usuários de Recursos Hídricos). Para comparar com outros estados, veja a tabela do teste de bombeamento para outorga por estado.
Teste contínuo de 24 horas ou escalonado em 4 etapas?
O manual do IMASUL aceita os dois formatos: bombeamento contínuo de 24 horas seguido de recuperação, ou teste escalonado com 4 etapas. No contínuo, a vazão fica constante do começo ao fim. No escalonado, a vazão sobe em degraus.
No teste contínuo, depois das 24 horas a bomba é desligada e a subida do nível é acompanhada por pelo menos 4 horas “ou até a estabilização do nível”, nas palavras do manual. Na prática de campo, seguir lendo até o nível parar de subir evita dúvida na análise. Veja como interpretar essa fase no guia do teste de recuperação de poço.
No escalonado, segundo a apresentação técnica da ANA de nov/2025, as etapas têm vazão constante e crescente, sem recuperação entre elas, e a maior vazão fica igual ou acima da vazão de explotação. Nesse formato, o IMASUL pede a curva característica do poço no relatório. A duração e as vazões de cada etapa seguem o manual vigente e o projeto do teste.

Com as leituras, calcula-se o rebaixamento: s = ND − NE. NE (nível estático) é a profundidade da água com o poço parado; ND (nível dinâmico) é a profundidade com a bomba ligada, como define o manual de testes de bombeamento da CPRM. A vazão dividida pelo rebaixamento dá a capacidade específica (Q/s), em m³/h por metro.
Exemplo ilustrativo: um poço com NE de 30 m que estabiliza com ND de 48 m, bombeando 9 m³/h, tem rebaixamento de 18 m. A capacidade específica é 9 ÷ 18 = 0,5 m³/h/m.
O roteiro de campo, da preparação à última leitura, está no guia de como fazer teste de bombeamento em poço artesiano.
Quando o IMASUL pede teste de interferência?
Se houver outros poços num raio de 200 metros, o item 6.3 do Manual de Outorga do IMASUL pede teste de interferência de 24 horas. O mesmo item limita o bombeamento a 20 horas por dia.
Interferência é a sobreposição dos cones de rebaixamento de poços bombeados ao mesmo tempo, com queda de rendimento, na definição da norma da AGERH, do Espírito Santo. Em condomínios, distritos industriais e propriedades com vários poços, vale levantar os poços vizinhos antes de marcar a data do teste.
Veja como planejar esse ensaio no guia de teste de interferência entre poços.

O que o relatório do teste precisa ter no IMASUL?
O manual lista o conteúdo mínimo do relatório, e a ART precisa citar a execução do teste. Pelo Manual de Outorga do IMASUL, o relatório traz:
interpretação dos resultados;
curvas tempo x rebaixamento e tempo x recuperação;
curva característica, quando o teste é escalonado;
transmissividade, com o cálculo e o método usado;
duração, horários, data e equipamentos do teste;
vazão de explotação, com nível dinâmico e nível estático;
nome e assinatura do responsável técnico.

Transmissividade (T) é a capacidade do aquífero de transmitir água em toda a sua espessura saturada: quanto maior a T, menor o rebaixamento para a mesma vazão. Pelo método de Cooper-Jacob, válido para tempos longos de bombeamento, T = 0,183·Q/Δs, em que Δs é o rebaixamento em um ciclo logarítmico; com Q em m³/h, T sai em m²/h (USGS, Ferris et al., 1962). O relatório precisa mostrar o cálculo, não só o resultado. Veja o que mais entra no documento no guia do relatório de teste de bombeamento.
A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é o registro no CREA que liga o profissional ao serviço. No IMASUL, ela deve trazer a “execução do teste de bombeamento” ou o complemento “ensaio de bombeamento”, feita por profissional habilitado, conforme a DN CONFEA 059/1997 e a Resolução CONFEA 218/1973.
Qual é o prazo para pedir a outorga depois de perfurar?
O Manual de Outorga do IMASUL fala em pedir a outorga em até 90 dias após a perfuração; confira também a sua portaria de autorização de perfuração, que pode trazer prazos próprios.
O poço de uso insignificante também pode ter condicionante de teste. Em portarias de autorização do IMASUL, a perfuração vem com a ordem de anexar à DURH (declaração de uso de recursos hídricos), em até 60 dias, o “teste de bombeamento com interpretação dos resultados”. Uso insignificante é o poço de até 600 m³/mês, em área rural ou urbana sem rede, pela Res. CERH/MS 40/2016, alterada pela 64/2020. Como é condicionante de portaria, e não regra geral do manual, leia a do seu poço.
Veja quem se enquadra no guia de dispensa de outorga em Mato Grosso do Sul. Para quem já tem outorga, o pedido de renovação sai 120 dias antes do vencimento (item 7.1 do manual), como explicamos na renovação de outorga em Mato Grosso do Sul pelo Siriema.
Erros comuns que atrasam o teste no IMASUL
No dia a dia dos processos, os pedidos de complementação costumam vir de detalhes de campo e de documento, não do cálculo:
Poço sem estrutura de medição: falta hidrômetro, horímetro ou o tubo lateral de 19 mm para o nível.
Recuperação cortada cedo: as leituras param antes de 4 horas ou com o nível ainda subindo.
Vizinho esquecido: há poço num raio de 200 m e não houve teste de interferência.
ART genérica: sem a execução do teste de bombeamento ou o complemento ensaio de bombeamento.
Transmissividade sem memória: o valor aparece sem o cálculo e o método.
Escalonado sem curva característica: o teste foi em degraus, mas o relatório não traz a curva.
Teste vencido: feito mais de 5 anos antes do pedido.
Como a PAAS ajuda
Outorga remota em todo o Brasil. Pelo serviço de outorga de poço, a PAAS monta e protocola o pedido no Siriema sem ir até o poço: análise do caso, laudo, ART de geólogo e acompanhamento no IMASUL. Trabalhamos desde 1985, com geólogo responsável (CREA) em cada projeto.
Sistema HIDROPAAS para o teste. O perfurador, o geólogo ou o próprio dono do poço compra o kit reutilizável (central de monitoramento, sensor de nível hidrostático e medidor de vazão) e faz o teste com leitura automática, levando o kit de poço em poço. O teste é acompanhado ao vivo no celular, e a plataforma entrega gráficos, cálculos e relatório prontos. Quem assina com ART é o responsável técnico do cliente.
Aluguel. Para quem vai fazer um teste só, o aparelho vai até o cliente, que instala no poço, e a PAAS acompanha o teste a distância.
A PAAS executa o teste. Em Mato Grosso do Sul, fazemos o teste com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado por você e acompanhado a distância. Nesse caso, o relatório sai assinado por geólogo da PAAS com ART.
O sistema registra nível e vazão com intervalo de leitura configurável e liga e desliga a bomba pelo app na hora programada, o que facilita começar a recuperação no horário certo. Ele calcula rebaixamento, capacidade específica, transmissividade (Cooper-Jacob ou Theis) e percentual de recuperação, gera as curvas e exporta a planilha das leituras. O relatório reúne os dados que o órgão costuma pedir, e o formato final segue o formulário do IMASUL.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura o teste de bombeamento para outorga em Mato Grosso do Sul?
Pelo Manual de Outorga do IMASUL (versão 2022; pode haver versão mais nova), o teste contínuo tem 24 horas de bombeamento e recuperação mínima de 4 horas ou até a estabilização do nível. A alternativa é o teste escalonado em 4 etapas. Se houver poço num raio de 200 m, entra também o teste de interferência de 24 horas.
Posso usar um teste de bombeamento antigo na outorga do IMASUL?
Pode, se o teste tiver sido feito até 5 anos antes do pedido e o relatório trouxer o que o manual pede: curvas, transmissividade com cálculo, níveis, vazão e assinatura do responsável técnico. Se passou do prazo ou faltam dados, em geral é preciso refazer.
Qual é o prazo para pedir a outorga depois de perfurar o poço em MS?
O Manual de Outorga do IMASUL fala em pedir a outorga em até 90 dias após a perfuração. Confira também a sua portaria de autorização de perfuração, que pode trazer prazos próprios.
Poço de uso insignificante em MS precisa de teste de bombeamento?
Em portarias de autorização do IMASUL, há condicionante que manda anexar à DURH, em até 60 dias, o teste de bombeamento com interpretação dos resultados, inclusive para uso insignificante. É uma exigência de portaria, não regra geral do manual, então confira a do seu poço.
Quem pode assinar o teste de bombeamento no IMASUL?
Profissional habilitado, conforme a DN CONFEA 059/1997 e a Resolução CONFEA 218/1973, com ART que cite a execução do teste de bombeamento ou o complemento ensaio de bombeamento. O relatório leva nome e assinatura do responsável técnico.
A PAAS faz a outorga em Mato Grosso do Sul sem ir até o poço?
Sim. Análise, laudo, ART e protocolo no Siriema são feitos de forma remota, com geólogo responsável. Para o teste, você pode comprar o kit HIDROPAAS, alugar o aparelho com acompanhamento a distância ou contratar a PAAS, que executa com parceiro da região.
Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento
Se você quer registrar as 24 horas de bombeamento e a recuperação sem equipe anotando no poço, veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
Em Mato Grosso do Sul, o teste para outorga tem 24 horas de bombeamento com recuperação mínima de 4 horas (ou escalonado em 4 etapas), teste de interferência quando há poço a menos de 200 m e relatório com ART, protocolado no Siriema. Para fazer o teste e a outorga do seu poço, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.




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