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Teste de Bombeamento para Outorga no Pará (SEMAS): Regras 2026

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 16 horas
8 min de leitura

O teste de bombeamento para outorga no Pará, pela Nota Técnica SEMAS nº 43398/2024, tem pelo menos 24 horas de bombeamento, com nível dinâmico estável por 6 horas seguidas, e recuperação mínima de 80%. A vazão outorgável é 80% da vazão do teste, com até 20 horas de bombeamento por dia, e o teste vale 1 ano.

Capa com o texto “Teste de bombeamento para outorga no PA” sobre fundo azul, logotipo da PAAS e a faixa PAAS · Geólogo responsável · Brasil todo

Vai pedir outorga de poço no Pará? Mande os dados do poço pelo WhatsApp e o nosso geólogo organiza o teste e o pedido na SEMAS com você.

O que a SEMAS exige no teste de bombeamento para outorga?

A SEMAS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará) pede um teste de pelo menos 24 horas em qualquer aquífero, com nível dinâmico estável por 6 horas e recuperação mínima de 80%. As regras estão na Nota Técnica nº 43398/GEOUT/COR/DIREH/SAGRH/2024, de 11/10/2024, que também define como se calcula a vazão outorgável.

Outorga é a autorização do estado para captar água do poço. Para poço, quem outorga é o órgão estadual, porque a ANA outorga só águas de domínio da União. No Pará, o pedido tramita na SEMAS pela SAGRH e pela DIREH.

Exigência

O que a SEMAS pede

Onde

Bombeamento

Pelo menos 24 h, em qualquer aquífero

Nota técnica

Estabilização

Nível dinâmico estável por pelo menos 6 h seguidas

Nota técnica

Recuperação

Pelo menos 80% do rebaixamento

Nota técnica

Vazão outorgável

80% da vazão de um teste válido

Nota técnica

Horas por dia

24 h menos o tempo de recuperação total, com teto de 20 h

Nota técnica

Validade do teste

1 ano a partir da execução

Nota técnica

Medição de vazão

Recipiente de 20 L até 3,6 m³/h; de 200 L até 36 m³/h

Nota técnica

Documentos

Resultados do teste e da recuperação, interpretação, memória de cálculo, perfil litoconstrutivo, fotos e ART

Termo de referência

Protocolo

Online, no SIGERH, com as planilhas Excel do teste

Termo de referência

Fluxo do teste de bombeamento para outorga no Pará: bombeamento de 24 horas com nível estável por 6 horas, recuperação de 80%, cálculo da vazão outorgável e envio das planilhas pelo SIGERH

Como são as 24 horas de bombeamento e as 6 horas de nível estável?

O bombeamento dura pelo menos 24 horas, e o nível dinâmico precisa ficar estável por pelo menos 6 horas seguidas, segundo a nota técnica da SEMAS, que cita o critério do DAEE de 2007. A nota admite flexibilizar a estabilização em aquífero confinado não drenante.

Nível dinâmico (ND) é a profundidade da água com a bomba ligada; nível estático (NE) é a profundidade com o poço parado. O rebaixamento é s = ND − NE, como define o manual de testes de bombeamento da CPRM. Dividindo a vazão pelo rebaixamento, obtém-se a capacidade específica (Q/s).

Exemplo ilustrativo: um poço com NE de 12 m que estabiliza com ND de 32 m, bombeando 10 m³/h, tem rebaixamento de 20 m. A capacidade específica é 10 ÷ 20 = 0,5 m³/h por metro.

Se o nível ainda estiver descendo nas horas finais, as 6 horas seguidas de estabilidade não fecham dentro das 24 horas. Nesse caso, o teste tende a precisar continuar, salvo a flexibilização prevista para aquífero confinado não drenante; combine com o analista antes de desligar a bomba.

Para a vazão, a nota pede recipiente de 20 L até 3,6 m³/h e de 200 L até 36 m³/h, citando Feitosa e Demetrio (2008). Acima de 36 m³/h, o manual da CPRM de 1998 indica orifício circular. O passo a passo de campo está em como fazer teste de bombeamento em poço artesiano.

Gráfico ilustrativo de rebaixamento e recuperação no teste da SEMAS: nível estável nas últimas horas das 24 horas de bombeamento e recuperação de 80% do rebaixamento cerca de 4 horas após desligar a bomba

O que é a recuperação mínima de 80% pedida pela SEMAS?

É a subida do nível depois que a bomba desliga: o poço precisa recuperar pelo menos 80% do rebaixamento, segundo a nota técnica. As leituras continuam pelo menos até esse ponto.

Exemplo ilustrativo: no mesmo poço, com NE de 12 m e ND de 32 m, o rebaixamento é de 20 m. Recuperar 80% significa o nível subir 16 m e voltar a 16 m de profundidade. O rebaixamento residual fica em 4 m.

O tempo de recuperação também entra na conta das horas de bombeamento por dia, como mostra a próxima seção. Por isso, registrar a recuperação até o fim tende a ser tão importante quanto as 24 horas de bombeamento. Veja mais no guia do HIDROPAAS sobre teste de recuperação do poço.

Tubulação de saída com registros, manômetro e transmissores usados para controlar e medir a vazão

Como a SEMAS calcula a vazão outorgável e as horas por dia?

A vazão outorgável é 80% da vazão de um teste válido, e as horas de bombeamento por dia são 24 horas menos o tempo de recuperação total, com teto de 20 horas, pela Nota Técnica 43398/2024.

A nota cita a Resolução CERH-PA 10/2010 (art. 14, §8º) para os mesmos limites de 80% da vazão máxima do teste de produção e 20 horas por dia. Não conferimos o texto da resolução em si; a referência aqui é a própria nota técnica.

Exemplo ilustrativo com dois poços hipotéticos, diferentes do poço do gráfico acima, ambos com teste válido a 10 m³/h:

Item

Poço A

Poço B

Vazão do teste

10 m³/h

10 m³/h

Vazão outorgável (80%)

8 m³/h

8 m³/h

Tempo de recuperação total

6 h

3 h

Horas por dia

24 − 6 = 18 h

24 − 3 = 21 h, limitado a 20 h

Volume máximo por dia

8 × 18 = 144 m³

8 × 20 = 160 m³

Pedir 100% da vazão do teste ou 24 horas por dia tende a gerar pedido de ajuste. Vale fazer a conta antes de preencher o SIGERH.

Por quanto tempo o teste vale e como enviar pelo SIGERH?

O teste vale 1 ano a partir da execução, pela nota técnica da SEMAS. É um prazo curto: no Paraná, por comparação, o IAT aceita teste feito há até 5 anos. No Pará, um teste da época da perfuração tende a estar vencido.

O pedido é online, no SIGERH, e as planilhas Excel do teste vão pela própria plataforma, segundo o termo de referência de outorga de poço. O mesmo documento pede:

  • resultados do teste e da recuperação, conforme as NBR 12.244 e 12.212;

  • interpretação e memória de cálculo;

  • perfil litoconstrutivo do poço;

  • registro fotográfico;

  • ART do profissional legalmente habilitado.

A análise de água é facultativa nesse termo. A SEMAS pode pedir outros testes, com justificativa. A nota técnica não se aplica a rebaixamento de mineração nem a remediação.

Se o uso é de dispensa, o termo de referência de dispensa não pede teste. Veja quem se enquadra na dispensa de outorga no Pará e, para outorga já emitida, a renovação de outorga no Pará.

Erros comuns que atrasam o teste na SEMAS

Cada ponto abaixo corresponde a um critério da Nota Técnica 43398/2024 ou do termo de referência da SEMAS:

  • Desligar em 24 horas com o nível caindo: faltam as 6 horas de nível estável.

  • Recuperação cortada: a leitura para antes de o poço recuperar 80%.

  • Vazão cheia no pedido: o requerimento usa 100% da vazão do teste, e não 80%.

  • Horas por dia sem conta: pede 24 horas, ignorando o tempo de recuperação e o teto de 20 horas.

  • Teste vencido: o teste tem mais de 1 ano na data do pedido.

  • Planilha só no papel: as leituras precisam virar planilha Excel para o SIGERH.

Como a PAAS ajuda

São quatro frentes para o teste e a outorga no Pará:

  1. Outorga remota em todo o Brasil: pelo serviço de outorga da PAAS, montamos e protocolamos o pedido no SIGERH sem ir até o poço. Trabalhamos desde 1985, com geólogo responsável (CREA) em cada projeto.

  2. Sistema HIDROPAAS para o teste: o perfurador, o geólogo ou o próprio dono do poço compra o kit reutilizável (central de monitoramento, sensor de nível e medidor de vazão). O teste roda com leitura automática, você acompanha ao vivo e recebe gráficos, cálculos e relatório prontos.

  3. Aluguel: o aparelho vai até você, que instala no poço, e a PAAS acompanha o teste a distância.

  4. A PAAS executa o teste no Pará: com parceiro da região ou com o aparelho alugado, acompanhado a distância.

No kit e no aluguel, quem assina com ART é o responsável técnico do cliente; quando a PAAS executa, o relatório sai com ART de geólogo.

O kit registra nível e vazão com intervalo configurável e mostra o gráfico ao vivo, o que ajuda a ver quando o nível estabilizou e quando a recuperação passou de 80%. Ele liga e desliga a bomba pelo app, sem equipe 24 horas no poço.

A plataforma calcula rebaixamento, capacidade específica, transmissividade, percentual de recuperação e uma sugestão de vazão de explotação, e exporta as leituras em Excel ou CSV, útil para montar as planilhas do SIGERH. O relatório reúne os dados que o órgão costuma pedir; o formato final segue o termo de referência da SEMAS.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o teste de bombeamento para outorga no Pará?

A Nota Técnica SEMAS 43398/2024 pede pelo menos 24 horas de bombeamento, com o nível dinâmico estável por pelo menos 6 horas seguidas. Depois vem a recuperação, que precisa chegar a pelo menos 80% do rebaixamento.

Qual vazão a SEMAS outorga depois do teste?

A vazão outorgável é 80% da vazão de um teste válido. Um teste válido a 10 m³/h, por exemplo, permite pedir até 8 m³/h.

Quantas horas por dia posso bombear com outorga no Pará?

Pela nota técnica, as horas por dia são 24 horas menos o tempo de recuperação total, com teto de 20 horas. Se a recuperação total levou 6 horas, o limite é de 18 horas por dia.

Por quanto tempo o teste de bombeamento vale no Pará?

O teste vale 1 ano a partir da execução. Um teste com mais de 1 ano, como costuma ser o da época da perfuração, precisa ser refeito antes do pedido.

Como o teste é enviado para a SEMAS?

O pedido de outorga é feito online no SIGERH, com as planilhas Excel do teste enviadas pela plataforma. Junto vão interpretação, memória de cálculo, perfil litoconstrutivo, fotos e ART do profissional habilitado.

A PAAS faz a outorga no Pará sem ir até o poço?

Sim. A PAAS monta e protocola o pedido no SIGERH sem ir até o poço, com geólogo responsável. O teste pode ser feito com o kit HIDROPAAS pelo seu responsável técnico, com o aparelho alugado e acompanhado a distância, ou executado pela PAAS com parceiro da região.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

Se você quer registrar as 24 horas de bombeamento e a recuperação sem equipe anotando no poço, veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

Veja também

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

No Pará, o teste para outorga tem 24 horas de bombeamento, 6 horas de nível estável, recuperação de 80%, validade de 1 ano e envio pelo SIGERH. Para organizar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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