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Teste de Bombeamento para Outorga no Paraná (IAT): Guia 2026

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 1 dia
9 min de leitura

O teste de bombeamento para outorga no Paraná, segundo o IAT, tem pelo menos 24 horas de bombeamento e 6 horas de recuperação, conforme a NBR 12.244/2006. O teste precisa ter sido feito há no máximo 5 anos, com planilhas assinadas por responsável técnico, relatório fotográfico e ART. Antes de começar, o poço fica pelo menos 12 horas em repouso.

Capa com o texto “Teste de bombeamento para outorga no PR” sobre fundo azul, logotipo da PAAS e a faixa PAAS · Geólogo responsável · Brasil todo

Vai pedir outorga de poço no Paraná e ainda não fez o teste? Mande os dados do poço pelo WhatsApp e o nosso geólogo diz o que falta para o protocolo no IAT.

O que o IAT exige no teste de bombeamento para outorga?

O IAT (Instituto Água e Terra) pede um teste de produção de pelo menos 24 horas, com 6 horas de recuperação, documentado com planilhas, fotos e ART. A regra geral está na página de outorga do IAT, e os detalhes de campo estão nas orientações do IAT para teste de produção (documento de set/2026).

Outorga é a autorização do estado para captar água do poço. Para água subterrânea, quem outorga é o órgão estadual: a ANA outorga só corpos d'água de domínio da União, e o poço no Paraná fica com o IAT.

"Teste de produção" é o nome técnico do teste feito no próprio poço. Segundo a apresentação técnica da ANA de nov/2025, é o tipo usualmente solicitado pelos órgãos gestores e serve para definir a vazão e a profundidade da bomba.

Exigência

O que o IAT pede

Repouso

Pelo menos 12 h antes do teste, com o poço e os vizinhos desligados

Bombeamento

Pelo menos 24 h, conforme a NBR 12.244/2006

Recuperação

6 h depois de desligar a bomba

Leituras

Planilha com os intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244

Fotos

Com coordenada, data e hora no início e a cada 6 h (6, 12, 18 e 24 h); mínimo de 5 no rebaixamento

Interferência

Teste de interferência se houver poço a menos de 200 m

Validade

Teste feito há no máximo 5 anos

Assinatura

Planilhas assinadas por responsável técnico, relatório fotográfico e ART

Como preparar o poço antes de começar o teste?

O poço e os poços vizinhos precisam ficar desligados por pelo menos 12 horas, como pedem as orientações do IAT. Assim o teste parte do nível estático real. Nível estático (NE) é a profundidade da água com o poço em repouso.

Se houver outro poço a menos de 200 metros, o IAT pede também um teste de interferência. Interferência é a sobreposição dos cones de rebaixamento de poços bombeados ao mesmo tempo, com queda de rendimento, na definição da norma da AGERH, do Espírito Santo. Veja como planejar esse ensaio no guia de teste de interferência entre poços.

O passo a passo geral está no guia de como fazer teste de bombeamento em poço artesiano. Na preparação, confira estes pontos:

  • combinar o desligamento com os vizinhos que têm poço;

  • desligar boias e automações que possam ligar a bomba durante o repouso;

  • medir e anotar o nível estático antes de ligar a bomba;

  • levar a água bombeada para longe do poço;

  • fotografar o hidrômetro e registrar a leitura inicial.

Como são as 24 horas de bombeamento e as 6 horas de recuperação?

O bombeamento dura pelo menos 24 horas, com leituras de nível e vazão nos intervalos da seção 6.1 da NBR 12.244. Depois a bomba é desligada e a subida do nível é acompanhada por 6 horas, na fase de recuperação. As leituras são mais frequentes no começo, quando o nível cai mais rápido, e se espaçam com o tempo. A duração de 24 horas é exigência do IAT; como o texto da ABNT não é público, não confirmamos que a própria norma fixe esse tempo.

Fluxo do teste de bombeamento para outorga no Paraná: repouso de 12 horas, bombeamento de 24 horas, recuperação de 6 horas e entrega de fotos, planilhas e ART ao IAT

O IAT pede que a planilha siga a seção 6.1 da NBR 12.244. O texto da ABNT não é público: confira a tabela na própria norma, em vez de copiar a de outro órgão.

Com as leituras, calcula-se o rebaixamento: s = ND − NE, em que ND é o nível dinâmico (nível com a bomba ligada), como define o manual de testes de bombeamento da CPRM. Dividindo a vazão pelo rebaixamento, obtém-se a capacidade específica (Q/s), em m³/h por metro.

Exemplo ilustrativo: um poço com NE de 20 m que estabiliza com ND de 45 m, bombeando 10 m³/h, tem rebaixamento de 25 m. A capacidade específica é 10 ÷ 25 = 0,4 m³/h/m.

Somando repouso, bombeamento e recuperação, são pelo menos 42 horas entre a parada do poço e a última leitura. Veja por que a duração muda de um órgão para outro no guia sobre quanto tempo dura o teste de bombeamento.

Técnico analisa gráficos no notebook ao lado de um reservatório monitorado

Quais fotos o IAT pede no relatório do teste?

O IAT pede fotos com coordenada, data e hora no início do teste e a cada 6 horas (6, 12, 18 e 24 h), com no mínimo 5 fotos durante o rebaixamento, segundo as orientações de teste de produção. Esse relatório fotográfico acompanha as planilhas assinadas e a ART.

Dependendo da hora de início, uma dessas fotos cai de madrugada. Use câmera ou aplicativo que grave coordenada e horário na imagem, e confira os arquivos antes de sair do poço.

O IAT aceita teste de bombeamento com transdutor e telemetria?

Sim. O IAT aceita teste feito com transdutor, com ou sem telemetria, desde que o relatório traga os documentos extras listados na orientação do IAT para teste com transdutores. Transdutor é o sensor instalado no poço que mede o nível pela pressão da coluna d'água; o datalogger é o registrador que grava as leituras.

Os documentos extras são:

  • cronograma do teste;

  • modelo e intervalo de registro do datalogger, compatíveis com a NBR 12.244;

  • faixa, resolução e acurácia do sensor de nível;

  • planilha de dados brutos do datalogger;

  • foto do hidrômetro no início, às 12 h e às 24 h;

  • imagens do sistema de telemetria, se ele for usado.

Cards com os documentos extras que o IAT pede no teste de bombeamento com transdutor: cronograma e datalogger, ficha do sensor, dados brutos e fotos do hidrômetro

O transdutor não dispensa as fotos do hidrômetro, então alguém precisa estar no poço nesses horários. O ganho está nas leituras dos primeiros minutos e da madrugada, que ficam gravadas sem depender de uma pessoa anotando. Faixa, resolução e acurácia vêm da ficha técnica do sensor, que deve seguir com o relatório.

O teste do Paraná é igual ao de outros estados?

Não. Cada órgão estadual tem sua regra, e um teste montado para outro estado pode não atender ao IAT.

Órgão ou referência

Regra de duração

Observação

Paraná (IAT)

Pelo menos 24 h de bombeamento e 6 h de recuperação

Teste feito há até 5 anos; fotos a cada 6 h

São Paulo (IT-DPO nº 10)

Poço com vazão estabilizada de 20 m³/h ou mais: escalonado em 4 etapas (20, 60, 80 e 100%), de pelo menos 1 h cada

Versão de 2017, atualizada em 2018; confira se a SP Águas publicou versão nova

Rio Grande do Sul (TR HP02A da SEMA)

Abaixo de 5 m³/h: vazão constante por pelo menos 24 h, com ND estabilizado por pelo menos 4 h

Arquivo de 2016; confira a versão vigente no SIOUT

Se você também tem poço em São Paulo, veja as regras da IT-DPO 10 para o teste de bombeamento em SP.

Quem pode assinar o teste de bombeamento no Paraná?

O IAT pede planilhas assinadas por responsável técnico e ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), o registro no CREA que liga o profissional ao serviço. Pela Decisão Normativa CONFEA 59/1997, empresas de poço devem ter geólogo e/ou engenheiro de minas no quadro técnico.

Um teste da época da perfuração pode servir se tiver no máximo 5 anos e atender à documentação pedida hoje. Caso contrário, em geral é preciso refazer.

Erros comuns que atrasam o teste no IAT

No dia a dia dos processos, os pedidos de complementação costumam vir de detalhes de campo, não de cálculo:

  • Repouso incompleto: um poço liga nas 12 horas anteriores e o nível de partida não é o estático.

  • Foto faltando: principalmente a da madrugada, ou imagem sem coordenada, data e hora.

  • Tabela de intervalos errada: planilha feita com a tabela de outro órgão.

  • Vazão oscilando: a vazão muda ao longo do teste e a interpretação fica comprometida.

  • Poço vizinho esquecido: há poço a menos de 200 m e não houve teste de interferência.

  • Teste vencido: o teste foi feito há mais de 5 anos.

  • Transdutor sem anexos: falta a ficha do sensor ou a planilha de dados brutos.

Como a PAAS ajuda

Pelo serviço de outorga da PAAS, fazemos a outorga de poço no Paraná de forma remota: análise do caso, laudo, ART de geólogo e protocolo no IAT, sem precisar contratar alguém da sua cidade. Trabalhamos desde 1985, com geólogo responsável (CREA) em cada projeto. No Paraná, também atendemos perfuração de poço.

Para o teste de bombeamento, há três caminhos com o sistema HIDROPAAS:

  • Kit reutilizável: para perfurador, geólogo ou consultoria que leva o kit de poço em poço. A plataforma gera o relatório, e quem assina com ART é o responsável técnico do cliente.

  • Aluguel ou por teste: para quem faz poucos testes por ano. A assinatura também fica com o responsável técnico do cliente.

  • A PAAS executa o teste: com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado por você e acompanhado a distância pela PAAS; o relatório sai assinado por geólogo da PAAS com ART.

O kit reúne central de monitoramento, sensor de nível hidrostático e medidor de vazão com telemetria. Ele registra nível e vazão com intervalo configurável, mostra o gráfico ao vivo no celular e liga e desliga a bomba pelo app na hora programada. A equipe não precisa ficar 24 horas no poço anotando leituras.

A plataforma calcula rebaixamento, capacidade específica, transmissividade e percentual de recuperação, gera os gráficos e exporta a planilha das leituras (Excel ou CSV), útil para os dados brutos que o IAT pede. O relatório reúne os dados que o órgão costuma pedir, e o formato final segue a orientação do IAT.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o teste de bombeamento para outorga no Paraná?

O IAT pede pelo menos 24 horas de bombeamento e 6 horas de recuperação. Antes disso, o poço e os vizinhos ficam pelo menos 12 horas desligados. Somando tudo, são pelo menos 42 horas entre a parada do poço e a última leitura.

Posso usar um teste de bombeamento antigo na outorga do IAT?

Pode, se o teste tiver sido feito há no máximo 5 anos e atender à documentação pedida hoje, com planilhas assinadas, fotos e ART. Se passou do prazo ou faltam registros, em geral é preciso refazer o teste.

O IAT aceita teste feito com transdutor ou telemetria?

Sim, com documentos extras: cronograma, modelo e intervalo de registro do datalogger compatíveis com a NBR 12.244, faixa, resolução e acurácia do sensor, planilha de dados brutos, foto do hidrômetro no início, às 12 h e às 24 h e imagens da telemetria, se usada.

Preciso fazer teste de interferência no Paraná?

As orientações do IAT pedem teste de interferência quando há outro poço a menos de 200 metros. Além disso, o poço testado e os vizinhos devem ficar desligados nas 12 horas anteriores ao teste.

Quem pode assinar o teste de bombeamento no Paraná?

O IAT pede planilhas assinadas por responsável técnico e ART. Pela Decisão Normativa CONFEA 59/1997, empresas de poço devem ter geólogo e/ou engenheiro de minas no quadro técnico. Confira a habilitação do profissional no CREA antes de contratar.

A PAAS faz a outorga no Paraná sem ir até o poço?

Sim. Análise, laudo, ART e protocolo no IAT são feitos de forma remota, com geólogo responsável. O teste de campo pode ser feito pelo seu responsável técnico com o kit HIDROPAAS ou executado pela PAAS, com parceiro da região ou acompanhando a distância o aparelho instalado por você.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

Se você quer registrar as 24 horas de bombeamento e as 6 horas de recuperação sem equipe anotando no poço, veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

Veja também

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

No Paraná, o teste para outorga tem 24 horas de bombeamento, 6 horas de recuperação, repouso de 12 horas, fotos a cada 6 horas e ART, com anexos extras quando é feito com transdutor. Para organizar o seu, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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