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Teste de Bombeamento para Outorga na Bahia (INEMA): Regras 2026

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 16 horas
8 min de leitura

O teste de bombeamento para outorga na Bahia faz parte do Relatório de Acompanhamento Geológico enviado ao INEMA pelo SEIA. A versão consolidada da Portaria 11.292/2016 (pode haver versão mais nova) não fixa duração. No Aquífero Urucuia, a partir de 100 m³/h, a IN INEMA 2/2025 (texto conferido em espelho não oficial) pede 120 horas ininterruptas.

Capa com o texto “Teste de bombeamento para outorga na BA” sobre fundo azul, logotipo da PAAS e a faixa PAAS · Geólogo responsável · Brasil todo

Precisa fazer o teste e a outorga do seu poço na Bahia? Chame o nosso geólogo no WhatsApp e veja o que falta para protocolar no SEIA.

O que o INEMA exige no teste de bombeamento para outorga?

O INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) pede o teste de bombeamento dentro do Relatório de Acompanhamento Geológico do poço. É o que dizem o art. 20 e o Anexo IV, item 1, da Portaria INEMA 11.292/2016, consolidada com as Portarias 17.651/2019 e 19.687/2019. Consultamos a cópia consolidada publicada pela Agência Peixe Vivo, e pode haver versão mais nova.

Outorga é a autorização do estado para captar água do poço. Na Bahia, o pedido é feito no SEIA, segundo a página de outorga do INEMA. Poço é assunto estadual, pois a ANA outorga só águas de domínio da União.

Pela portaria consolidada (pode haver versão mais nova), o Relatório de Acompanhamento Geológico reúne:

  • nível estático (NE), a profundidade da água com o poço parado;

  • nível dinâmico (ND), a profundidade da água com a bomba ligada;

  • vazão e tipo de aquífero;

  • responsável técnico pela perfuração e aspectos construtivos do poço;

  • perfil litológico, a descrição das rochas atravessadas;

  • teste de bombeamento;

  • análise físico-química da água.

Pedido

O que a lista pede sobre o teste

Fonte e ressalva

Outorga

Teste de bombeamento dentro do Relatório de Acompanhamento Geológico

Portaria 11.292/2016 consolidada, Anexo IV, item 1 (pode haver versão mais nova)

Dispensa

Não lista teste de bombeamento

Mesma portaria, Anexo IV, item 5 (pode haver versão mais nova)

Renovação

Não lista teste; protocolo no SEIA pelo menos 90 dias antes do vencimento

Mesma portaria, Anexo IV, item 8, e arts. 28 e 29 (pode haver versão mais nova)

Urucuia, 100 m³/h ou mais

Teste de aquífero de 120 horas ininterruptas

IN INEMA 2/2025 (texto conferido em espelho não oficial; confira no Diário Oficial)

Para comparar com outros estados, veja a tabela do teste de bombeamento para outorga por estado.

Fluxo do teste de bombeamento para outorga na Bahia: autorização para perfuração ou declaração de conformidade, teste no poço, Relatório de Acompanhamento Geológico e pedido no SEIA

Quanto tempo dura o teste de bombeamento na Bahia?

Na regra geral, a Portaria INEMA 11.292/2016 consolidada (pode haver versão mais nova) não fixa duração, recuperação, intervalos de leitura nem conteúdo mínimo do relatório do teste. A única duração que encontramos em norma baiana é a do Aquífero Urucuia (120 h ininterruptas a partir de 100 m³/h, pela IN INEMA 2/2025, texto em espelho não oficial).

Sem número na portaria, o teste costuma seguir as NBR 12.212 e 12.244 e o termo de referência do processo. Como referência técnica, e não como regra do INEMA, veja o que dizem duas fontes públicas:

Referência técnica

Duração indicada

Observação

Teste de produção de 24 a 48 h, em etapa única

Tipo usualmente solicitado pelos órgãos gestores

ANA, mesma apresentação

Escalonado: 2 a 6 h por etapa

Pelo menos 3 etapas de vazão crescente

Cristalino: pelo menos 12 h de bombeamento e 6 h de recuperação

Programa emergencial

Manual da CPRM de 1998

Sedimentar: pelo menos 24 h de bombeamento e 12 h de recuperação

Programa emergencial

Antes de marcar o teste, confira se o termo de referência do seu processo ou o analista fixa outra duração. Veja por que esse tempo muda de órgão para órgão no guia sobre quanto tempo dura o teste de bombeamento.

Com as leituras, calcula-se o rebaixamento: s = ND − NE, como define o manual de testes de bombeamento da CPRM. Dividindo a vazão pelo rebaixamento, obtém-se a capacidade específica (Q/s), em m³/h por metro.

Exemplo ilustrativo: um poço com NE de 30 m, bombeando 9 m³/h, estabiliza com ND de 48 m. O rebaixamento é 48 − 30 = 18 m, e a capacidade específica é 9 ÷ 18 = 0,5 m³/h/m.

Como é o teste no Sistema Aquífero Urucuia?

No Sistema Aquífero Urucuia, quando a vazão de um poço, ou a soma dos poços, chega a 100 m³/h ou mais, a IN INEMA 2/2025, de 15/12/2025, pede teste de aquífero de 120 horas ininterruptas. Consultamos o texto em espelho não oficial (LegisWeb); confira no Diário Oficial antes de planejar.

Teste de aquífero é o ensaio com poço de observação, usado para calcular transmissividade, condutividade hidráulica e coeficiente de armazenamento, segundo a ANA. Pela mesma IN (texto em espelho), se o bombeamento parar antes das 120 horas, o teste perde a validade e precisa recomeçar.

A IN (texto em espelho) também prevê:

  • início com um só poço-teste, com teste de interferência;

  • dados do teste em planilha eletrônica;

  • validação pelo INEMA em 15 dias úteis;

  • autorização de perfuração válida por 2 anos.

São 5 dias seguidos de bombeamento. Nesse prazo, uma queda de energia ou uma falha da bomba tende a custar o teste inteiro, então vale ter plano de contingência para energia.

Cards comparando o teste para outorga na Bahia: regra geral sem duração fixada, Urucuia a partir de 100 metros cúbicos por hora com 120 horas ininterruptas, dispensa e renovação sem teste na lista e renovação 90 dias antes no SEIA

O que vem antes do teste: autorização ou declaração de conformidade?

Depende da data do poço. Na versão consolidada da Portaria 11.292/2016 (pode haver versão mais nova), poço perfurado depois de 08/10/2009 precisa da Autorização para Perfuração. Poço anterior a essa data precisa da Declaração de Conformidade de Poço.

Para poço novo, a página de outorga do INEMA informa que a manifestação prévia é obrigatória antes de perfurar. Assim, o teste de um poço novo vem depois da perfuração autorizada, e os dados dele seguem no Relatório de Acompanhamento Geológico.

O passo a passo do pedido está no guia de outorga de poço artesiano na Bahia. Para a parte de campo, veja como fazer teste de bombeamento em poço artesiano.

Quadro de comando de bomba aberto, com a bomba vertical ao fundo

Dispensa e renovação na Bahia pedem teste de bombeamento?

Pela lista de documentos da Portaria 11.292/2016 consolidada (pode haver versão mais nova), não. O Anexo IV, item 5 (dispensa), e o item 8 (renovação) não listam teste de bombeamento. Confira a lista vigente no SEIA no momento do pedido.

A renovação deve ser protocolada no SEIA pelo menos 90 dias antes do vencimento, pelos arts. 28 e 29 da mesma portaria consolidada (pode haver versão mais nova). Os detalhes estão no guia de renovação de outorga na Bahia. Para saber se o seu uso se enquadra, veja quem não precisa de outorga na Bahia.

Quem pode assinar o teste de bombeamento na Bahia?

A Portaria 11.292/2016 consolidada (pode haver versão mais nova) pede documentos técnicos feitos por profissional habilitado, com ART “sempre que necessário” (art. 4º). A portaria não especifica a profissão.

ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é o registro no CREA que liga o profissional ao serviço. Segundo o CREA-MT, a Decisão Normativa CONFEA 59/1997 determina que empresas de poço tenham geólogo e/ou engenheiro de minas no quadro técnico.

Erros comuns no teste para outorga na Bahia

Nos processos que acompanhamos, os problemas costumam vir de planejamento, não de cálculo:

  • Esperar uma duração “oficial”: a portaria geral não fixa horas (versão consolidada; pode haver mais nova), então a duração precisa ser justificada tecnicamente.

  • Perfurar sem autorização: pela Portaria 11.292/2016 consolidada (pode haver versão mais nova), poço posterior a 08/10/2009 precisa da Autorização para Perfuração; sem ela, o relatório e a outorga se complicam.

  • Teste solto do relatório: pela mesma portaria consolidada, o teste entra no Relatório de Acompanhamento Geológico, com NE, ND, vazão e perfil litológico.

  • Parada no Urucuia: uma interrupção nas 120 horas invalida o teste (IN INEMA 2/2025, texto em espelho não oficial).

  • Vazão oscilando: sem vazão estável, a interpretação do rebaixamento fica comprometida.

Como a PAAS ajuda

A PAAS trabalha desde 1985, com geólogo responsável (CREA) em cada projeto. Para fazer o teste e a outorga na Bahia, há quatro caminhos:

  1. Outorga remota em todo o Brasil: pelo serviço de outorga da PAAS, montamos e protocolamos o pedido no SEIA sem ir até o poço.

  2. Kit HIDROPAAS para o teste: o perfurador, o geólogo ou o próprio dono do poço compra o kit reutilizável (central de monitoramento, sensor de nível hidrostático e medidor de vazão) e o leva de poço em poço. A leitura é automática, o teste é acompanhado ao vivo e a plataforma entrega gráficos, cálculos e relatório. Quem assina com ART é o responsável técnico do cliente.

  3. Aluguel: o aparelho vai até você, que o instala no poço, e a PAAS acompanha o teste a distância. A ART fica com o seu responsável técnico.

  4. A PAAS executa o teste: na Bahia, com parceiro da região ou com o aparelho alugado e acompanhado a distância. Nesse caso, o relatório sai assinado por geólogo da PAAS com ART.

O kit registra nível e vazão com intervalo de leitura configurável e liga e desliga a bomba pelo app na hora programada. A equipe não precisa ficar no poço durante todo o teste, o que pesa num ensaio de 120 horas como o do Urucuia (IN INEMA 2/2025, texto em espelho não oficial).

A plataforma calcula rebaixamento, capacidade específica, transmissividade e percentual de recuperação e exporta a planilha das leituras (Excel ou CSV). O formato final segue o Relatório de Acompanhamento Geológico do INEMA; veja o que incluir no guia de relatório de teste de bombeamento.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o teste de bombeamento para outorga na Bahia?

Na regra geral, a versão consolidada da Portaria INEMA 11.292/2016 não fixa duração (pode haver versão mais nova), e o teste costuma seguir as NBR 12.212 e 12.244 e o termo de referência. A exceção é o Aquífero Urucuia a partir de 100 m³/h: 120 horas ininterruptas, pela IN INEMA 2/2025 (texto conferido em espelho não oficial).

Onde o teste de bombeamento entra no pedido de outorga do INEMA?

No Relatório de Acompanhamento Geológico, junto com NE, ND, vazão, tipo de aquífero, perfil litológico e análise físico-química. É o que dizem o art. 20 e o Anexo IV, item 1, da versão consolidada da Portaria 11.292/2016 (pode haver versão mais nova). O pedido é feito no SEIA.

Preciso de teste de bombeamento para dispensa ou renovação na Bahia?

As listas da dispensa (Anexo IV, item 5) e da renovação (item 8) da versão consolidada da Portaria 11.292/2016 não pedem teste (pode haver versão mais nova). Pela mesma portaria, a renovação vai ao SEIA pelo menos 90 dias antes do vencimento. Confira a lista vigente no momento do pedido.

Meu poço é antigo. O que o INEMA pede antes da outorga?

Pela versão consolidada da Portaria 11.292/2016 (pode haver versão mais nova), poço perfurado antes de 08/10/2009 precisa da Declaração de Conformidade de Poço. Poço perfurado depois dessa data precisa da Autorização para Perfuração. Nos dois casos, o pedido de outorga é feito no SEIA.

Quem pode assinar o teste de bombeamento na Bahia?

A versão consolidada da Portaria 11.292/2016 pede profissional habilitado, com ART sempre que necessário, sem especificar a profissão (pode haver versão mais nova). Pela Decisão Normativa CONFEA 59/1997, empresas de poço devem ter geólogo e/ou engenheiro de minas no quadro técnico.

A PAAS faz a outorga na Bahia sem ir até o poço?

Sim. A PAAS monta e protocola o pedido no SEIA de forma remota, com geólogo responsável. Para o teste, o seu responsável técnico pode usar o kit HIDROPAAS, alugar o aparelho com acompanhamento a distância ou contratar a PAAS, que executa com parceiro da região.

Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento

Se você precisa registrar um teste longo, como as 120 horas do Urucuia (IN INEMA 2/2025, texto em espelho não oficial), sem equipe anotando leituras no poço, veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.

Veja também

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

Na Bahia, o teste de bombeamento entra no Relatório de Acompanhamento Geológico enviado pelo SEIA (Portaria 11.292/2016 consolidada; pode haver versão mais nova), e só o Urucuia a partir de 100 m³/h tem duração fixada, de 120 horas (IN INEMA 2/2025, texto em espelho). Para fazer o teste e a outorga do seu poço, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.

 
 
 

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