Teste de Bombeamento para Outorga no Distrito Federal (Adasa): Regras 2026

O teste de bombeamento para outorga no Distrito Federal é o ensaio com ART que a Adasa pede no Manual de Outorga para poços perfurados a partir de 2017 e poços com outorga prévia. A outorga vai até 80% da vazão do teste (rural) ou 50% (urbana), até 20 h/dia. Não encontramos duração fixada nas normas da Adasa.

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O que a Adasa exige no teste de bombeamento para outorga?
A Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal) pede o “Ensaio de Bombeamento do poço com ART” para poços perfurados a partir de 2017 e para poços com outorga prévia, segundo o item 8.12 do Manual de Outorga (2021). ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é o registro no CREA que liga o profissional ao serviço.
Pela Res. Adasa 350/2006 (arts. 8º e 9º), todo poço tubular precisa de outorga. Só o poço manual de até 5 m³/dia, ou o poço de pesquisa, pode ficar apenas com registro. A perfuração também depende de outorga prévia, válida por 3 anos (item 8.10 do manual).
Exigência | O que a Adasa pede |
Poços que precisam do ensaio | Poço perfurado a partir de 2017 e poço com outorga prévia (Manual, 8.12) |
Tipo de teste | Contínuo até 5.000 L/h e escalonado acima (Res. 350/2006, art. 11, §1º; versão consolidada marcada como minuta) |
Relatório | Planilhas, gráficos e relatórios do ensaio, mais o perfil do poço (Manual, 8.14, VIII) |
Assinatura | ART e registro no CREA (Res. 350/2006, art. 41) |
Vazão outorgada | Até 80% (rural), 50% (urbano) ou 90% (abastecimento humano) da vazão do teste (Manual, 8.13) |
Informe do perfurador | Vazão do teste de cada poço, a cada semestre (Res. Adasa 1/2022) |
Fontes da tabela: Manual de Outorga da Adasa, Res. 350/2006 (versão consolidada) e Res. Adasa 1/2022. Para comparar com outros estados, veja a tabela do teste de bombeamento para outorga por estado.
Quanto tempo dura o teste de bombeamento no DF?
Não encontramos duração mínima fixada no Manual de Outorga nem na Res. 350/2006. A resolução define o tipo de teste pela vazão e remete às normas técnicas.
Pelo art. 11, §1º da Res. Adasa 350/2006, o teste é contínuo em poços de até 5.000 L/h (5 m³/h) e escalonado acima disso. O art. 10 manda seguir as NBR 12.212 e 12.244 “e normas supervenientes”. A versão consolidada publicada pela Adasa vem marcada como minuta, então confira o texto oficial antes de fechar o projeto do teste.

Como referência técnica geral, e não como regra da Adasa, a apresentação técnica da ANA de nov/2025 descreve o teste de produção com 24 a 48 horas em etapa única e o escalonado com 2 a 6 horas por etapa. No DF, a duração sai do projeto do responsável técnico, com base nas normas técnicas que a resolução cita. Veja o roteiro de campo em como fazer teste de bombeamento em poço artesiano.
Quanto da vazão do teste a Adasa outorga?
Pelo item 8.13 do Manual de Outorga, com base na Res. Adasa 16/2018, a outorga vai até 80% da vazão do teste na área rural e até 50% na urbana, com no máximo 20 horas de bombeamento por dia. Para abastecimento humano, o limite é de 90%. Sem teste, a Adasa usa a vazão média regional, que pode não refletir o seu poço.
Exemplo ilustrativo com um poço testado a 10 m³/h:
Localização | Limite | Vazão outorgada | Volume em 20 h/dia |
Área rural | 80% | 8 m³/h | 160 m³/dia |
Área urbana | 50% | 5 m³/h | 100 m³/dia |
Com o mesmo teste, o teto de outorga na área rural fica 60 m³/dia acima do da área urbana (160 − 100). Se o uso for abastecimento humano, o teto de vazão é de 9 m³/h (90% de 10).

O que o perfurador precisa informar à Adasa?
Pela Res. Adasa 1/2022, o perfurador cadastrado informa à Adasa, a cada semestre, a vazão do teste de cada poço.
O ensaio que acompanha o pedido de outorga traz planilhas, gráficos e relatórios, mais o perfil do poço (item 8.14, VIII, do manual). Veja o que costuma entrar no documento no guia do relatório de teste de bombeamento.
No Manual de Outorga de 2021, o protocolo era presencial, com os documentos no SEI (Sistema Eletrônico de Informações). Confira com a Adasa o canal atual antes de protocolar. Se a outorga já existe, veja a renovação de outorga no Distrito Federal; para o poço manual que pode ficar só com registro, veja o guia de dispensa de outorga no Distrito Federal.
Erros comuns que atrasam o teste na Adasa
Os pedidos de complementação costumam vir de detalhes de documento e de planejamento:
Tipo de teste trocado: teste contínuo em poço acima de 5.000 L/h, em que a Res. 350/2006 pede o escalonado (na versão consolidada, marcada como minuta).
Relatório sem perfil do poço: o ensaio chega com planilhas e gráficos, mas sem o perfil.
Teste abaixo da capacidade: como a outorga é uma fração do teste, testar abaixo do que o poço sustenta reduz o teto.
Conta feita com o limite errado: o projeto conta com 80% em poço de área urbana, onde o limite é 50%.
Como a PAAS ajuda
Outorga remota em todo o Brasil. Pelo serviço de outorga de poço, a PAAS monta o pedido sem ir até o poço: análise do caso, laudo, ART de geólogo e protocolo na Adasa pelo canal vigente. Trabalhamos desde 1985, com geólogo responsável (CREA) em cada projeto.
Sistema HIDROPAAS para o teste. O perfurador, o geólogo ou o próprio dono do poço compra o kit reutilizável (central de monitoramento, sensor de nível hidrostático e medidor de vazão) e faz o teste com leitura automática, levando o kit de poço em poço. O teste é acompanhado ao vivo no celular, e a plataforma entrega gráficos, cálculos e relatório prontos. Quem assina com ART é o responsável técnico do cliente.
Aluguel. Para quem vai fazer um teste só, o aparelho vai até o cliente, que instala no poço, e a PAAS acompanha o teste a distância.
A PAAS executa o teste. No Distrito Federal, fazemos o teste com parceiro da região ou com o aparelho alugado, instalado por você e acompanhado a distância. Nesse caso, o relatório sai assinado por geólogo da PAAS com ART.
O sistema registra nível e vazão com intervalo de leitura configurável, calcula rebaixamento, capacidade específica e recuperação e gera as curvas. O relatório reúne os dados que o órgão costuma pedir, o formato final segue o que o Manual de Outorga da Adasa pede, e a planilha exportada ajuda a organizar as vazões que o perfurador informa à Adasa.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura o teste de bombeamento para outorga no DF?
Não encontramos duração mínima fixada no Manual de Outorga nem na Res. Adasa 350/2006. A resolução define teste contínuo até 5.000 L/h e escalonado acima e manda seguir as NBR 12.212 e 12.244, mas a versão consolidada publicada pela Adasa vem marcada como minuta. A duração sai do projeto do responsável técnico.
Todo poço no DF precisa de outorga?
Pela Res. Adasa 350/2006, todo poço tubular precisa de outorga. Só o poço manual de até 5 m³/dia, ou o poço de pesquisa, pode ficar apenas com registro. A perfuração também depende de outorga prévia, válida por 3 anos.
Quanto da vazão do teste a Adasa outorga?
Até 80% da vazão do teste na área rural e até 50% na urbana, com no máximo 20 horas por dia; para abastecimento humano, até 90%. Em um exemplo ilustrativo com teste de 10 m³/h, são 8 m³/h na área rural e 5 m³/h na urbana.
Poço antigo no DF precisa de ensaio de bombeamento?
Depende. O Manual de Outorga da Adasa exige o ensaio com ART para poços perfurados a partir de 2017 e para poços com outorga prévia. Para o poço sem teste, o manual prevê o uso da vazão média regional, que pode não refletir o que o seu poço entrega.
O que o perfurador precisa informar à Adasa?
Pela Res. Adasa 1/2022, o perfurador cadastrado informa a cada semestre a vazão do teste de cada poço. Guardar as planilhas e os gráficos de cada teste facilita esse envio.
A PAAS faz a outorga no Distrito Federal sem ir até o poço?
Sim. Análise, laudo e ART são feitos a distância, com geólogo responsável, e o protocolo segue o canal vigente da Adasa. Para o teste, você pode comprar o kit HIDROPAAS, alugar o aparelho com acompanhamento a distância ou contratar a PAAS, que executa com parceiro da região.
Conheça o sistema HIDROPAAS para teste de bombeamento
Se você perfura ou testa poços no DF e quer planilhas e gráficos prontos de cada teste, veja como funciona o teste de bombeamento automático HIDROPAAS.
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Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.
No Distrito Federal, o ensaio de bombeamento com ART é pedido para poços de 2017 em diante e com outorga prévia, e a Adasa outorga até 80% da vazão do teste na área rural e 50% na urbana, com até 20 horas por dia. Para fazer o teste e a outorga do seu poço, fale com um especialista no WhatsApp (51) 99289-2188.




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