Parceria para perfuradores de poços: você perfura, a gente cuida do resto

A parceria para perfuradores de poços da PAAS junta quem perfura com quem cuida da parte técnica e do papel. Você segue perfurando. Um geólogo da PAAS assume a responsabilidade técnica, emite a ART de cada poço, e a PAAS faz outorga, teste de bombeamento, laudo e análise em todo o Brasil. Quem indica cliente de licenciamento recebe por isso.

Tem uma perfuradora e quer saber se a parceria encaixa no seu caso? Chame no WhatsApp e conte em que estado você perfura e quantos poços faz por mês. O geólogo explica como funciona o RT da PAAS para a sua empresa.
Por que o perfurador perde serviço depois que o poço fica pronto?
Porque o poço não termina na última haste. Depois vêm ART, outorga, teste de bombeamento, laudo e análise de água, e muita perfuradora pequena não tem quem faça essa parte. No Rio Grande do Sul, a outorga no SIOUT pede perfil litológico e construtivo, teste de bombeamento, laudo, análise da água e ART de geólogo ou engenheiro de minas. É o que diz o passo a passo da SEMA-RS.
Na prática, a dor aparece de quatro jeitos:
Cliente que desiste: o orçamento sai, o cliente descobre a burocracia que vem depois e trava a obra.
CREA: pela Lei 5.194/1966, art. 59, a empresa só começa a atividade depois do registro no CREA. E a Decisão Normativa CONFEA 59/1997 exige como RT um geólogo ou engenheiro de minas.
Licitação: a Lei 14.133/2021, art. 67, pede profissional registrado com atestado comprovado por CAT. E a CAT é do profissional, não da empresa (Res. CONFEA 1.137/2023).
Geólogo caro: o piso do geólogo é R$ 7.272,00 para 6 horas e R$ 10.302,00 para 8 horas, pela Lei 4.950-A/1966, com a base congelada pelo STF em 2022.
A obrigação em detalhe está em perfuradora precisa de responsável técnico?. A conta de contratar, terceirizar ou dividir o geólogo está em quanto custa um geólogo responsável técnico.
O que a lei exige da perfuradora e onde a parceria entra?
A lei pede quatro coisas da perfuradora: registro no CREA, pelo menos um RT habilitado, ART de cada poço e participação efetiva desse RT. A parceria ajuda a cumprir as quatro, com um geólogo da PAAS no quadro técnico da sua empresa.
Exigência | Onde está na lei | Como a parceria atende |
Registro da empresa no CREA | Lei 5.194/1966, art. 59 | A análise da perfuradora mostra o que falta regularizar |
Pelo menos um RT, geólogo ou engenheiro de minas | Res. CONFEA 1.121/2019, art. 16, §2º; DN 59/1997, item 2 | Geólogo da PAAS como RT, com ART de cargo ou função |
ART de cada poço | Lei 6.496/1977, art. 1º; Res. CONFEA 1.137/2023, art. 42 | ART emitida poço a poço pelo geólogo |
Participação efetiva do RT | Lei 5.194/1966, art. 8º; Res. CONFEA 1.121/2019, art. 22 | Ficha padrão, visitas técnicas e geólogo na região quando preciso |
Dois detalhes tornam esse modelo possível. O profissional pode ser RT de mais de uma empresa, pela Res. CONFEA 1.121/2019, art. 17. E quem entra no quadro técnico é o geólogo, pessoa física, porque a resolução não aceita o profissional como pessoa jurídica (art. 18, §2º).
Como funciona a parceria, etapa por etapa?
São seis etapas, da primeira conversa ao poço entregue com licença. Nenhuma delas tira a perfuração de você.
Conversa: você conta onde perfura, quantos poços faz por mês e o que já tem de registro, RT e ART.
Análise da perfuradora: a PAAS confere registro no CREA, equipe, equipamento e documentos, e aponta o que ajustar.
RT e ficha padrão: um geólogo da PAAS assume a responsabilidade técnica. A sua equipe passa a usar a ficha de perfuração padrão em todo poço.
ART por poço: cada poço tem a sua ART, cadastrada pelo geólogo. A ART de cargo ou função não dispensa a de cada serviço (Res. 1.137/2023, art. 42).
Depois do poço: a PAAS faz outorga ou dispensa, teste de bombeamento, laudo e análise de água, em qualquer estado.
Remuneração e mais serviço: você recebe pela indicação de clientes de licenciamento. E pode ser contratado pela PAAS para perfurar os poços que ela vende na sua região.

O que acontece com o poço a partir da etapa 5 está em o que fazer depois de perfurar o poço.
O que fica com o perfurador e o que fica com a PAAS?
O perfurador fica com a máquina, a equipe, a obra e o cliente dele. A PAAS fica com a responsabilidade técnica, a ART e tudo o que vem depois do poço. É a frase do programa: "Você perfura, a gente cuida do resto."
Perfurador: perfura, preenche a ficha em campo, segue o padrão técnico e combina o preço da obra com o cliente.
PAAS, na parte técnica: RT com geólogo, suporte durante a obra, visitas técnicas e ART de cada poço.
PAAS, depois do poço: outorga, dispensa, teste de bombeamento, laudo e análise, seguindo o caminho da outorga de cada estado.

Assim, a RT deixa de ser só custo. Vira um sócio técnico que cuida do papel e ainda traz serviço para a sua máquina.
A PAAS empresta o nome para a perfuradora?
Não. Emprestar o nome sem participar do trabalho é exercício ilegal da profissão, pela Lei 5.194/1966, art. 6º, alínea c. Quando há indício disso, o CREA fiscaliza (Res. 1.121/2019, art. 19, parágrafo único). O chamado "RT de gaveta" põe em risco o geólogo e a perfuradora.
Por isso a parceria tem regras de campo:
ficha de perfuração padrão, com fotos georreferenciadas, perfil litológico e construtivo e revestimento;
visitas técnicas às obras;
geólogo na região quando o caso pede;
suporte técnico durante a perfuração.

A ficha não é burocracia a mais. Ela prova a participação do RT e é a base do perfil que a outorga vai pedir. Não trabalhamos com "RT à distância": o acompanhamento é o que sustenta a assinatura.
O que muda no dia a dia com a parceria?
Muda o que você entrega e o que volta para você. Sem parceria, você entrega um furo. Com parceria, entrega um poço com ficha, ART e licença encaminhada.
Situação | Sem parceria | Com parceria |
Cliente pede a outorga | Você indica alguém ou o cliente se vira | A PAAS faz, e você recebe pela indicação |
Fiscal do CREA na obra | Risco de autuação se faltar RT ou ART | RT ativo e ART do poço emitida |
Edital de prefeitura | Sem ART não há acervo técnico | As ARTs dos poços formam o acervo do geólogo e da empresa |
Poço entregue | Só o furo e a nota | Poço com ficha, ART e licença encaminhada |
Demanda de serviço | Depende só da sua venda | Pode perfurar poços vendidos pela PAAS na sua região |
A parceria não garante vitória em licitação, mas resolve a parte técnica que costuma eliminar a perfuradora. Veja os documentos da licitação de perfuração de poço.
Para quem é a parceria e para quem não é?
É para o perfurador que aceita padrão técnico em todo poço: a ficha padrão faz parte do programa. Não serve para quem procura só uma assinatura.
É para você se:
quer regularizar a perfuradora no CREA ou manter a empresa em dia;
aceita preencher a ficha em campo e receber visita técnica;
quer entregar poço com a licença encaminhada e ganhar com o que vem depois;
perfura em qualquer estado e quer entregar poço com a documentação encaminhada.
Não é para você se:
quer alguém que "só assine" sem acompanhar;
não aceita padrão de construção nem registro de campo;
costuma pular a ART para baratear o poço.
Que cuidados tomar antes de fechar uma parceria de RT?
O maior cuidado é desconfiar de RT que só assina. Em campo, os problemas que mais vemos aparecem depois, na fiscalização ou na hora da outorga:
Contrato que só fala em assinatura: sem ficha e sem visita, a RT não se sustenta diante do CREA.
Ficha preenchida de memória: é comum chegar até nós poço bom com a outorga travada porque ninguém anotou a litologia durante a perfuração.
Achar que a ART de cargo cobre os poços: não cobre. Cada poço precisa da sua ART.
RT sair sem plano: a empresa tem 10 dias, contados da notificação do CREA, para indicar outro. Até lá, fica impedida de trabalhar (Res. 1.121/2019, art. 21).
Prometer vazão sem teste: vazão se confirma com teste de bombeamento, não no aperto de mão.
Como começar a parceria com a PAAS?
O primeiro passo é uma conversa com o geólogo. A PAAS trabalha com água subterrânea desde 1985, em Osório (RS). O geólogo responsável da PAAS é Chert Bobsin, CREA-RS 204.398. Na sua perfuradora, o RT tem registro no CREA do seu estado.
Na conversa você conta o seu volume e a situação da empresa. O valor é sob consulta, porque depende de quantos poços você faz e do que a perfuradora já tem.
Quer o panorama completo antes? Leia o guia de responsável técnico para empresa de perfuração de poços.
Perguntas frequentes
A PAAS vai pegar o meu cliente?
Não é esse o objetivo. A PAAS cuida da parte técnica e do que vem depois do poço, e ainda pode contratar o parceiro para perfurar os poços que ela vende na região dele.
Quanto custa a parceria?
É sob consulta. O valor depende do volume de poços e do que a perfuradora já tem de registro e documentação. As condições são passadas na conversa com o geólogo.
A parceria atende o meu estado?
Sim. O programa é para o Brasil todo. A outorga e o licenciamento são feitos de qualquer lugar; a RT exige registro no CREA do seu estado e acompanhamento de campo, com geólogo na sua região quando necessário.
E se o CREA do meu estado exigir visita?
O programa já prevê visitas técnicas. A lei exige participação efetiva do RT (Lei 5.194/1966, art. 8º, e Res. 1.121/2019, art. 22). Por isso a ficha de campo e as visitas fazem parte da parceria desde o início.
Posso indicar clientes antes de a PAAS ser o meu RT?
Pode. Quem indica cliente de licenciamento recebe remuneração pela indicação. As condições são combinadas na conversa.
Preciso usar a ficha de perfuração da PAAS?
Sim. A ficha padrão faz parte do programa e vale para todo poço. Ela registra fotos georreferenciadas, perfil litológico e construtivo e revestimento. É a prova da participação do RT e a base dos documentos que a outorga pede.
Vale a pena para a sua perfuradora?
Se você quer perfurar em dia com o CREA com um geólogo como RT que acompanha a obra, a parceria resolve a RT e a ART de cada poço. A PAAS cuida da outorga, do teste, do laudo e da análise. Você pode ganhar com a indicação e com poços na sua região.
Chame no WhatsApp, diga o seu estado e quantos poços faz por mês e marque uma conversa com o geólogo sobre o RT da PAAS para a sua perfuradora.
Fontes: Lei 5.194/1966; DN CONFEA 59/1997; Res. CONFEA 1.121/2019; Lei 6.496/1977; Res. CONFEA 1.137/2023; Lei 14.133/2021, art. 67 (TCU); piso do geólogo (Confea, CP 14/2025); SEMA-RS, regularização no SIOUT. Atualizado em setembro de 2026.
Sobre o autor

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.
Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.




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