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Quanto custa um geólogo responsável técnico para perfuradora em 2026

Foto do escritor: Chert Bobsin
Chert Bobsin
há 4 dias
8 min de leitura

Quanto custa um geólogo responsável técnico? Depende do vínculo. Pela CLT, o piso é de R$ 7.272 para 6 horas ou R$ 10.302 para 8 horas, mais encargos. Como sócio, o custo vira participação na empresa. Como RT parceiro, o valor é combinado e depende do volume de poços. Nos três, as ARTs de cada poço são pagas à parte.

Quanto custa um geólogo responsável técnico para perfuradora: geólogo conferindo amostras de calha ao lado de uma perfuratriz de poço

Está montando ou regularizando a sua perfuradora e quer comparar os caminhos? Mande pelo WhatsApp o seu estado e quantos poços a empresa perfura por mês que o nosso geólogo explica como funciona o RT parceiro no seu caso.

Por que a perfuradora precisa pagar um geólogo?

Porque a empresa não pode perfurar sem ele. Pela Decisão Normativa CONFEA 59/1997, a empresa que perfura poço tubular precisa de registro no CREA e de um responsável técnico (RT) geólogo ou engenheiro de minas.

A Resolução CONFEA 1.121/2019 completa a regra: cada empresa tem pelo menos um RT, que entra no quadro técnico com ART de cargo ou função. A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) é o registro, no CREA, de quem responde por um serviço. O quadro completo está no nosso guia de responsável técnico para empresa de perfuração de poços.

A resolução não fixa o tipo de vínculo nem a carga horária do RT. Na prática, sobram três caminhos: geólogo empregado, sócio ou parceiro, cada um com um custo diferente.

Qual é o piso salarial do geólogo em 2026?

O piso do geólogo em 2026 é de R$ 7.272,00 para 6 horas e R$ 10.302,00 para 8 horas por dia. Os valores vêm da Lei 4.950-A/1966, que passou a valer para geólogos com a Lei 15.026/2024.

Jornada diária

Regra da Lei 4.950-A

Piso válido em 2026

6 horas

6 salários mínimos (art. 5º)

R$ 7.272,00

8 horas

8,5 salários mínimos (art. 6º, hora extra com 25%)

R$ 10.302,00

Por que não calcular com o salário mínimo de 2026?

Porque o STF congelou a base do cálculo. Nas ADPFs 53, 149 e 171, julgadas em 2022, ficou valendo o salário mínimo de 03/03/2022, de R$ 1.212. Multiplicar pelo mínimo de 2026 dá um número que a lei não exige hoje.

Os valores de R$ 7.272 e R$ 10.302 aparecem na proposta CP 14/2025 do Confea. Há uma proposta de reajuste em discussão, por emenda à MP 1.334/2026, mas a aprovação não está confirmada.

Quanto custa um geólogo RT contratado pela CLT?

Custa no mínimo o piso, mais os encargos da folha. Em cima dele entram férias, décimo terceiro, FGTS e contribuições, que o seu contador calcula conforme o regime tributário.

A vantagem é clara: o geólogo está dentro da empresa, vai a campo e acompanha a obra. A participação efetiva, exigida pelo art. 8º da Lei 5.194/1966, acontece no dia a dia.

O ponto fraco é o custo fixo: o salário corre no mês sem contrato e no mês de máquina parada. Para quem perfura muito e disputa licitação, pode compensar. Para a perfuradora pequena, costuma pesar.

E existe o risco da saída. Se o RT pede demissão, a empresa tem 10 dias, contados da notificação do CREA, para indicar outro (Res. 1.121/2019, art. 21). Até lá, fica impedida de perfurar.

Com quem fica o acervo técnico?

A CAT (Certidão de Acervo Técnico) é do profissional e vai com ele quando sai. A empresa fica com a CAO (Certidão de Acervo Operacional), formada pelas ARTs dos profissionais do quadro ou contratados, pela Res. CONFEA 1.137/2023.

Isso pesa na licitação de perfuração de poço. A Lei 14.133/2021 (art. 67) pede profissional com atestado comprovado pela CAT e pode pedir atestado de capacidade operacional da empresa.

Vale a pena ter um geólogo como sócio da perfuradora?

Pode valer, se ele for a campo de verdade. O sócio geólogo não custa salário fixo: o custo vira parte do lucro e das decisões da empresa. Ele precisa estar no quadro técnico, como pessoa física, com ART de cargo ou função registrada.

O ganho é o compromisso. Quem é dono do negócio cuida da ficha de cada poço porque o nome e o dinheiro dele estão ali. A participação efetiva fica natural.

O risco está na sociedade. Briga de sócio vira problema técnico: se o geólogo sai, vale a mesma regra dos 10 dias para indicar novo RT.

Como funciona o RT contratado ou parceiro?

O RT parceiro é um geólogo de fora da rotina da empresa que assume a responsabilidade técnica por contrato. A Res. CONFEA 1.121/2019 (art. 17) permite que um profissional seja RT de mais de uma empresa.

Mesmo contratado, ele entra no quadro técnico da perfuradora como pessoa física, nunca como empresa (art. 18, §2º). E continua valendo a exigência de participação efetiva e autoria declarada (art. 22). Contrato não substitui acompanhamento técnico.

O valor do RT parceiro é combinado entre as partes e depende do que o RT entrega além da assinatura. Desconfie de proposta que só fala em preço e não fala em método.

Quais custos existem em qualquer modelo?

Em todos os modelos, a perfuradora paga as taxas do CREA e a ART de cada poço. A ART de cargo ou função registra o vínculo do RT, mas não dispensa a ART de cada obra ou serviço (Res. CONFEA 1.137/2023, art. 42).

Item

Valor em 2026

Base

ART de cargo ou função do RT

R$ 108,39

Res. 1.067/2015 e Decisão PL-0450/2025

ART do poço, contrato até R$ 15.000

R$ 108,39

Tabela A

ART do poço, contrato acima de R$ 15.000

R$ 285,59

Tabela A

Registro da empresa

R$ 324,63

Tabela 2026 do CREA-MT

Anuidade da empresa, capital até R$ 50 mil

R$ 666,35

Tabela 2026 do CREA-MT

Os valores de ART são os publicados pelo CREA-DF para 2026. Registro e anuidade seguem a tabela do CREA-MT: confirme no CREA do seu estado. O passo a passo está em registro no CREA da empresa de perfuração e em ART de perfuração de poço.

Quanto custa o RT de gaveta quando o CREA fiscaliza?

O RT de gaveta sai caro. É o profissional que só empresta o nome, sem participar dos trabalhos, o que a Lei 5.194/1966 trata como exercício ilegal (art. 6º, alínea c). A empresa que atua sem o profissional exigido também responde por exercício ilegal (alínea e). Quando há indício de empréstimo de nome, a Res. 1.121/2019 manda o CREA fiscalizar (art. 19, parágrafo único).

A empresa sem RT pode levar multa de R$ 1.432,17 a R$ 8.593,03 em 2026, pela alínea "e" do art. 73 da Lei 5.194/1966. Os valores, prazos e a defesa estão no post sobre multa do CREA para perfuradora sem responsável técnico.

Qual modelo de RT compensa para a sua perfuradora?

Compensa o modelo que cabe no tamanho da sua operação e garante participação efetiva.

Modelo

Custo fixo

Participação efetiva

Risco

Geólogo CLT

Piso de R$ 7.272 (6 h) ou R$ 10.302 (8 h), mais encargos e ARTs

Alta: o geólogo está na empresa todo dia

Salário corre com pouco serviço; saída do RT abre prazo de 10 dias

Sócio geólogo

Sem salário fixo; divide lucro e decisões, mais ARTs

Alta, se o sócio vai a campo

Problema na sociedade vira problema técnico

RT parceiro

Sob consulta, combinado na conversa, mais ARTs

Depende do método: ficha de campo, visitas e geólogo na região

Escolher parceiro sem método de acompanhamento

RT de gaveta

Parece barato

Nenhuma

Multa de R$ 1.432,17 a R$ 8.593,03 para a empresa, em dobro na reincidência

Infográfico: quanto custa um geólogo responsável técnico nos três modelos, CLT com piso de R$ 7.272 ou R$ 10.302, sócio geólogo e RT parceiro sob consulta

Quais erros encarecem o RT da perfuradora?

É comum chegar até nós perfurador que só descobriu o custo real do RT depois de uma autuação ou de uma outorga travada. Os erros que mais vemos:

  • Olhar só o salário: ARTs, anuidade e deslocamento entram na conta o ano todo.

  • Chamar o profissional errado: a DN 59/1997 pede geólogo ou engenheiro de minas. Outro profissional só assume com currículo aprovado pela Câmara de Geologia e Minas do CREA.

  • Achar que a ART de cargo cobre os poços: cada poço tem a sua ART.

  • Deixar a ficha na cabeça do sondador: sem perfil litológico e construtivo, o RT assina no escuro e a outorga do cliente fica sem base.

  • Não ter plano B: se o RT sai, são 10 dias para indicar outro, com a empresa impedida de perfurar.

Geólogo responsável técnico anotando o perfil litológico na ficha de perfuração ao lado da sonda, prova de participação efetiva na obra

E se a minha perfuradora não tem geólogo?

Dá para ter um RT parceiro que também seja o seu back-office técnico. A PAAS trabalha com água subterrânea desde 1985, e um geólogo da PAAS pode assumir a responsabilidade técnica da sua perfuradora.

A ideia é que a RT deixe de ser só custo e passe a trazer serviço. O programa inclui:

  • ficha de perfuração padrão, com fotos georreferenciadas e perfil litológico e construtivo;

  • suporte técnico e visitas técnicas;

  • ART dos poços;

  • outorga, dispensa, teste de bombeamento, laudo e análise dos poços que você perfura, em todo o Brasil;

  • chance de ser contratado pela PAAS para perfurar os poços que ela vende na sua região;

  • remuneração quando você indica cliente de licenciamento.

A participação efetiva continua sendo regra, por isso o programa usa ficha de campo, visitas e geólogo na região quando o poço pede. O valor é sob consulta, combinado na conversa. A frase que resume o programa: "Você perfura, a gente cuida do resto." Veja como funciona a parceria para perfuradores de poços.

Perguntas frequentes sobre o custo do geólogo RT

Qual o piso salarial do geólogo em 2026?

É de R$ 7.272,00 para a jornada de 6 horas e R$ 10.302,00 para 8 horas. A base é a Lei 4.950-A/1966, aplicada aos geólogos pela Lei 15.026/2024. O cálculo usa o salário mínimo de 2022, congelado pelo STF.

Por que o piso do geólogo não sobe com o salário mínimo de 2026?

Porque o STF, nas ADPFs 53, 149 e 171, fixou como base o salário mínimo de 03/03/2022, de R$ 1.212. Existe proposta de reajuste por emenda à MP 1.334/2026, sem aprovação confirmada. Até mudar, vale o valor congelado.

Quanto custa a ART de um poço em 2026?

Pela Tabela A, a ART custa R$ 108,39 para contrato de até R$ 15.000 e R$ 285,59 acima disso. A ART de cargo ou função do RT também custa R$ 108,39. Ela não dispensa a ART de cada poço.

Um geólogo pode ser RT de mais de uma perfuradora?

Pode. A Res. CONFEA 1.121/2019, art. 17, permite que o profissional seja RT de mais de uma empresa. Mas ele precisa ter participação efetiva e autoria declarada nos trabalhos de cada uma.

Engenheiro civil pode ser RT de perfuradora de poço?

Pela DN CONFEA 59/1997, o RT deve ser geólogo ou engenheiro de minas. Outro profissional só assume se comprovar disciplinas pertinentes, com currículo analisado pela Câmara de Geologia e Minas do CREA. A Res. 218/1973 não dá ao engenheiro civil atribuição expressa para captação de água subterrânea.

Quanto custa o RT parceiro da PAAS?

O valor é sob consulta e depende do volume de poços da perfuradora. O programa inclui ficha de perfuração padrão, suporte, visitas técnicas e ART dos poços. A PAAS também cuida da outorga, do teste de bombeamento e do laudo dos poços do parceiro.

Resumo: quanto custa o geólogo RT em 2026

Pela CLT, o piso é de R$ 7.272 (6 h) ou R$ 10.302 (8 h), mais encargos. O sócio divide a empresa, e o RT parceiro é sob consulta, combinado na conversa. Em qualquer modelo, pague as ARTs e fuja do RT de gaveta, que gera multa para a empresa e para o profissional.

Quer comparar o seu caso? Mande pelo WhatsApp o seu estado e quantos poços a perfuradora faz por mês que o nosso geólogo mostra como fica o RT parceiro, com a PAAS cuidando da outorga e do teste dos seus poços.

Sobre o autor

Chert Bobsin, geólogo CREA-RS 204.398, cofundador da PAAS e criador do HIDROPAAS

Chert Bobsin é geólogo formado pela UNISINOS, com registro no CREA-RS nº 204.398. É cofundador e CEO da PAAS Poços Artesianos e Água Subterrânea e criador do HIDROPAAS, o sistema de monitoramento de poços da PAAS.

Trabalha com perfuração de poços desde os 15 anos. A PAAS atua desde 1985, com geólogo responsável em cada projeto, e conduz perfuração, outorga e licenciamento de poços em todo o Brasil. Conheça a trajetória · LinkedIn.

 
 
 

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